sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eduardo Cunha foi preso no último dia 19

e o que isso revela do que nós realmente queremos?


"O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) foi preso em Brasília pela Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (19) no âmbito da operação Lava Jato. Segundo a PF, o peemedebista foi detido próximo ao prédio onde mora na capital federal. (...)" Via EXAME.com


Desde que começou a se falar em impeachment, comecei a ouvir falar do Eduardo Cunha. Não que eu seja um completo alienado, mas também não sou tão ligado ao ponto de saber o nome de cada um dos nossos parlamentares. Mas vamos ao que interessa...

Primeiro o povo clamava pela cassação de Eduardo Cunha, conseguimos! Agora só precisava o Deputado ser preso.

Queríamos tanto que até um EP sobre a vontade saiu



O cara tem um histórico grande de corrupção, o típico mais sujo que pau de galinheiro. Até deu uma entrevista muito da sem pé nem cabeça para o Roberto Cabrini. Se bem que isso é default das entrevistas conduzidas por ele e do formato de reportagem do programa. Mas ele continuava solto. Quem tinha (ou ainda tem) um mínimo de bom senso ficava se perguntando como um sujeito com uma folha corrida como esta continuava solto.

Até quarta-feira da semana passada.

E com a prisão de Eduardo Cunha, as redes sociais elegem um novo defensor dos interesses do povo (que na verdade só cumpria com o seu trabalho), para se unir a Joaquim Barbosa e ao Japonês da Federal: o Hipster da Federal.


O cara foi de um funcionário público qualquer a símbolo máximo de uma coisa que não faz sentido nenhum em pouco tempo, transformaram o cara numa celebridade instantânea, o que chegou a levar o cara dar entrevista no programa da Fátima Bernardes e no programa do Fabio Porchat.
Cada um escolhe os seus ídolos e eu não tenho nada a ver com isso, se o sujeito ganhou milhares de seguidores no Instagram, muito menos. Nem mesmo se tem gente por aí se dando ao trabalho de fazer um texto listando os oito motivos par amar o Hipster da Federal. Minha implicância é outra.


Minha implicância é a justamente a ausência de alguma coisa relevante sobre o que realmente importa ser falado, neste caso, a prisão de Eduardo Cunha. Parece que isso não importa, não muda muito. No ponto de vista prático não muda mesmo, mas eu esperava que ao menos uma notinha, qualquer coisa para que falasse mais a respeito. Mas a história acabou morrendo na casca.


E onde está Eduardo Cunha no momento? Certamente deve estar rindo da cara de todo mundo que clamava por sua prisão mas que no fim das contas se interessou mesmo foi pelo agente que o prendeu.

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