domingo, 21 de agosto de 2016

10950 Dias




Eu queria ter começado este texto com um este mês eu faço mas ele acabou virando um œesta semana eu faço. Mas no final das contas, dá tudo na mesma. Mesmo.

Esta semana eu faço 30 anos. Ainda soa um pouco estranho para mim, me dar conta que cheguei aos 30. Tão estranho quanto eu ter percebido que este ano, meu pai fez 60.

Não queria com este texto bater naquele clichê de dizer que aos (quase) 30 anos eu sou muito melhor do que eu era com 18 e que com 40 eu vou perceber que sou muito melhor que eu era aos 30. Tem muita coisa que realmente precisa ser dita ao mesmo passo que tem tantas outras que precisam ser caladas. Ter 30 anos é muito mais sobre ouvir do que falar, quando se tem 18 anos, a gente acha que é imortal, que pode amarrar uma toalha no pescoço e defender tudo, ou melhor, definir aquilo que definimos como certo em uma época que nem sabemos direito o que é realmente certo. Nem pra gente, nem pra ninguém.

E aos (quase) 30 anos eu sinto que finalmente eu tenho total capacidade de por a minha vida nos eixos, principalmente naqueles aspectos que ainda tem pontos por serem alinhados. Já estou muito bem casado tem dois anos em quase cinco anos de relacionamento, em que minha esposa é peça fundamental naquilo que sou ou ainda quero (e vou) ser. Finalmente sei o que eu faço da vida, eu tenho uma profissão de verdade e gosto e muito do que faço, é uma sensação de alívio gigantesca depois de perambular por duas faculdades e não ter ideia ao certo do que seria melhor fazer para ganhar dinheiro, não que precise muito, mas que proporcione a mim e minha família, um mínimo de conforto. E as coisas nunca antes estiveram tão boas, tanto para mim quanto para a Esposa, quanto para a nossa vida conjugal como um todo.

No fim, é bom olhar para trás e ver tudo que me trouxe até aqui, toda mudança que surgiu no meu eu e que fizeram de mim quem eu sou, porque no fim das contas, está tudo valendo e muito a pena.



Ahhh... e porque o Batman?! Acho que por ele ser um dos personagens que me acompanham desde que me lembro. De verdade.