quarta-feira, 13 de julho de 2016

E o tal Dia Internacional do Rock

hein?!

Alguns anos atrás, eu escreveria um texto gigante defendendo a minha ideia do que é certo como que diz respeito a música, ao Metal, ou até mesmo ao Rock como um todo. Ou talvez fosse tentar escrever um texto mais informativo do porque da comemoração da data e mais uma vez, tentar provar porque eu estou certo em ouvir Metal e a outra tribo está errada por ouvir Sertanejo Universitário.

Mas eu cresci, eu amadureci e aprendi a viver com isso. Aprendi também que não preciso me fantasiar de nada para gostar do que eu gosto e muito menos, pisotear em cima do gosto alheio para mostrar o meu. Em outras palavras, eu deixei de ser um babaca. E tem muita gente por aí que precisava deixar de ser, mas ainda não percebeu o quão ridículo é. Triste.

Hoje, aos quase 30 anos, é engraçado olhar para trás e perceber essas coisas. Quando se tem 17 anos, se acha que o mundo é teu, a vida é maravilhosa, mal e porcamente tem de se preocupar com a escola, fazer um estágio meia boca, ficar bêbado no final de semana e não existe banda melhor que Nirvana. Hoje, aos quase 30, me preocupo em terminar a faculdade logo, dar o máximo de mim no meu trabalho, beber socialmente e perceber que não existem bandas tão completas quanto Queen ou Led Zeppelin.

Também  aos quase 30 eu venho redescobrindo música como nunca antes tinha feito. Quer dizer, já faz uns cinco anos (ou mais, não lembro direito) que venho fazendo isso com uma certa regularidade. E foi uma das melhores coisas que eu poderia ter feito. Mergulhei no Jazz e encontrei nomes como John Coltrane, Miles Davis e Chet Baker. Me enterrei ouvindo Blues e fiquei maravilhado com sujeitos como Muddy Waters e Robert Johnson e senti uma vergonha imensa de mim mesmo por nunca ter dado a Eric Clapton a atenção que deveria. Conheci Trip Hop e minha cabeça abriu conhecendo Beth Gibbons, She Wants Revenge e Portishead.Tango e Neotango entraram na minha vida com Astor Piazzolla, Gotan Project e Bajofondo.

E a conclusão que eu eu chego com isso? Como foi bom a hora em que eu eu abri a minha cabeça (e o meu coração) para tanta coisa nova e aprender tanto mais com isso.

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