terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Deadpool (Deadpool, 2016)


Conferindo de perto o Mercenário Tagarela

O mercenário tagarela foi apresentado a mim através da edição Grandes Heróis Marvel #63 (primeira série), publicada em março de 1999, uma época em que eu tinha assinatura mensal dos quadrinhos da Casa das Ideias e comprava em banca aquilo que me chamava a atenção com a minha mesada que hoje não compra sequer uma edição e na época me permitia fazer um rancho todo mês, além de garimpar algumas edições mais antigas em uma banca da cidade ou alguns pacotes fechados com séries completas, mas isso não vem ao caso.
Então assistimos, eu e a Esposa, Deadpool no último sábado. E o filme é praticamente tudo aquilo que eu sempre quis ver em um filme baseado em HQs: o personagem ser (quase) tudo o que eu cresci lendo.
Nos primeiros minutos do filme, já se consegue entender o porque da classificação etária norte-americana ter sido para maiores de 18 anos e no Brasil 16, ainda que na saída da seção eu tenha visto várias crianças que deveriam ter no máximo seus 13 anos, é só um filme de super-herói, afinal, devem pensar os pais ou quem faz (ou deveria fazer) a fiscalização nos cinemas. Deadpool é debochado, fala palavrões, rasga e perfura os inimigos com suas katanas, é explorada a sexualidade (e a vida sexual) do personagem, é tudo aquilo que os pais não gostariam que seus filhos mais jovens assistissem, mas acredito que foi justamente aí o ponto em que a produção acertou no filme: uma narrativa mais adulta, o que carregou fãs mais maduros de HQs –como eu- para dentro do cinema e pudessem sentir um pouco de toda aquela atmosfera que só se sente lendo uma HQ.

Outros dois pontos fortes são a quantidade de referências dentro do filme, que vão além dos outros filmes da Marvel mas também a própria cultura pop, o humor bem dosado que entra em harmonia com o andar da história e com o personagem arrancam risadas do público e mostram porque Deadpool é um personagem que cativa tanta gente e agora, depois do longa, deve ter angariado mais uma legião de fãs graças ao grande senso de humor e o carisma que o personagem tem.

Se vale a pena o ingresso do cinema? Com toda certeza! Pra quem é fã de quadrinhos ou até mesmo quem só procura por um filme que tenha bastante ação e que ao mesmo tempo tenha uma pegada na veia cômica em que os dois consigam andar em harmonia.

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