quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Van Halen - Jump

MCMLXXXIV, 1984



"Ah Can't you see that standing here
I got my back against the record machine?
I ain't the worst that you've seen
Ah Can't you see what I mean?

Ah, might as well Jump (Jump!)
Might as well Jump
Go ahead and Jump (Jump!)
Go ahead and Jump"

 
 
 
Mas sempre que eu ouço a palavra Jump eu acabo lembrando deste gif

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

As grandes frases folclóricas do futebol que ninguém disse

Após o 'só bate quem erra' de Mateus, pérolas antigas têm autoria negada por Nunes e Jardel, que já processou até revista. Peu assume: 'Errei, errei' 

Mateus não estava em Belém "orgulhoso por jogar na terra em que Jesus Cristo nasceu". O volante do Caxias nem considerou que "clássico é clássico e vice-versa" ou saiu de campo dizendo que a "quando o jogo está a mil, a naftalina sobe". Sequer reclamou da arbitragem afirmando que "é caso de Polícia Federal, de FMI". Também não tentou justificar o pênalti perdido contra o Novo Hamburgo, na final do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, em duas palavras: "A zar." Mas, ao afirmar que "só bate quem erra", também virou folclore dos "grandes frasistas" do futebol.

O time poderia, caso fossem confirmadas as autorias, ser escalado com Manga, Fábio Baiano, Fabão, Valdson e Marinho Chagas; Biro-Biro, Peu e Pelé; Garrincha, Nunes e Jardel. No banco, Claudiomiro, Dimba, Dadá Maravilha, Zanata, Mengálvio e até um português, João Pinto. Uma seleção à qual é atribuído vasto repertório de tropeços no idioma, confusões e tiradas divertidas. Afinal, após os 90 minutos de uma partida - ou até antes -, tudo é possível diante dos microfones da TV e do rádio ou dos gravadores de jornais, revistas e sites.

É claro que alguns casos, com o tempo, nem são tão confiáveis por serem creditados a mais de um jogador. E poucos assumem a autoria. Alguns ex-atletas a negaram com veemência, como Nunes, atacante do Flamengo nos anos 1980, e Jardel, decisivo no Vasco, Grêmio e Porto. Quem reconheceu a "culpa" não escondeu a tensão com o forte assédio por uma declaração bombástica que acaba sendo por vezes trágica.

- Eu ficava nervoso mesmo, confesso. Já era gago, o que me complicava ainda mais. Quando via aquela quantidade enorme de repórteres  em cima de mim, me enrolava todo. Uma vez, o Kleber Leite (ex-presidente do Flamengo), na época repórter, veio me entrevistar. Fez tanta pergunta que eu me enrolei. E aí acabei dizendo que perdi muitos gols, mas não tive oportunidade nenhuma. Na outra vez, com o mesmo Kleber, eu gaguejei na primeira resposta: 'Eu gggggg...' Ele fez outra pergunta: 'Eu aaaaaa.....' Ele desistiu e disse 'É isso aí, Peu, muito obrigado!'. Fazer o quê? Errei, errei - disse o ex-jogador do Flamengo nos anos 1980.

Peu era vítima de várias pegadinhas dos jogadores do Flamengo. Zico, Junior, Raul e Leandro sempre gostavam de brincar com o então garoto que chegou de Maceió. Histórias como a do avião, em que Junior, na viagem para a decisão do Mundial de Clubes em Tóquio, convenceu o alagoano a raspar o bigode que seria proibido no país do Oriente, ajudaram a dar mais sabor ao folclore. Tudo no maior bom humor.

- Muita coisa eu falava errado porque não conhecia. Uma vez eles me levaram para a sauna. Ficaram batendo papo, e aquele vapor aumentando. Eu não sabia daquilo. Comecei a reclamar do calor. Eles continuavam conversando. Aí, teve uma hora que eu estava tão preocupado e perguntando se aquilo era normal que eles caíram na gargalhada - afirmou Peu, aos risos.

Outro considerado ingênuo no mundo da bola que não ligava para as brincadeiras era Garrincha. Em 1958, na Copa da Suécia, quando estava prestes a comprar um rádio e trazer para o Brasil, foi convencido a mudar de ideia porque o rádio não "falaria português". E se Dadá Maravilha, artilheiro e ídolo do Atlético Mineiro e de tantos grandes clubes, batia no peito para confirmar a autoria da frase de que "só três coisas param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá", Jardel, outro bom de cabeça nas áreas adversárias, nega frases polêmicas que lhe foram atribuídas, como "clássico é clássico e vice-versa", "quando o jogo está a mil, a naftalina sobe", e "eu, Paulo Nunes e Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja".

- Não falei nada disso. Nem sei de onde veio. Eu até processei a revista, botei na Justiça. Não lembro de ter dito essas coisas. Mas é claro que, após uma partida, ali no calor, em meio ao assédio dos repórteres, tem gente que se confunde. Acontece. Às vezes o atleta fala o que não deve - disse o ex-jogador, ídolo do Porto, que está em Fortaleza e afirmou não ter faturado ainda a causa.

Quem também não gostou nada dos créditos às "pérolas" foi Nunes. A ele, têm sido atribuídas as frases "A bola ia indo, ia indo, e iu...", "o meu estado não inspira gravidez" e "tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana".

- É brincadeira. Nunca falei nada disso. Não sei de onde vieram essas histórias. Sou macho o suficiente para assumir o que digo e garanto: jamais declarei isso - afirmou o ídolo rubro-negro, que nem quis comentar sobre a declaração de Mateus, a última a entrar, definitivamente, para a lista das grandes frases do futebol que ninguém disse.

AS GRANDES FRASES QUE NINGUÉM DISSE
"Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe."
"Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja."
"O interessante é que aqui no Japão só tem carro importado."
(Atribuídas a Jardel, ex-atacante do Grêmio, Vasco, Porto e Seleção Brasileira. Na primeira frase, trocou adrenalina por naftalina. Na segunda, errou nas contas. Na terceira, esqueceu que estava em outro país).

"Perdi muitos gols, mas não tive oportunidade nenhuma."
"Eu ggggggg... Não, eu vou completar: Eu aaaaaa..."
(Peu, ex-atacante do Fla. Primeiro, tentando justificar os gols perdidos. Depois, gaguejando após pergunta do repórter).

"O que eu achei do jogo? Eu não achei nada, mas o negão ali achou um cordão de ouro no gramado..." (Atribuída a Josimar, ex-lateral do Botafogo e da Seleção Brasileira).
"O que aconteceu aqui é caso de Polícia Federal, de FMI. Voltar pênalti porque a torcida está gritando é brincadeira."
(Dimba, ex-Botafogo e Flamengo, queria se referir ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, ao fazer o seu protesto contra a arbitragem. Mas confundiu o FBI com o Fundo Monetário Internacional)

"Estou de regime. O doutor me proibiu de comer bicarbonato."
"A senhora, além de muito bonita, é uma troglodita muito inteligente."
"Deixa de ser burro, Renato. Não existe baleia macho, a baleia transa com o tubarão para ter filhotes!"
"Não sabia que esse negócio de bilhete de bondinho dava tanto dinheiro."
(Atribuídas a Fabio Baiano, ex-Flamengo e Vasco. A primeira frase foi ao justificar não poder comer a macarronada. A segunda, no avião, após saber que a bonita aeromoça era poliglota. A terceira, ao ver um documentário sobre a vida das baleias e ao ouvir Renato Gaúcho comentar que a baleia macho e a fêmea viviam em perfeita harmonia com o filhote. A quarta, ao ouvir do jogador Jamir que o milionário Abílio Diniz era o dono do Pão de Açúcar. Mas do grupo de supermercados...)

"Só posso resumir essa derrota com duas palavras: A-zar!"
(Atribuída a Marinho Chagas, o Bruxa, ex-Botafogo, Fluminense, São Paulo e Seleção Brasileira, após uma derrota do Botafogo)

"A bola ia indo, ia indo, ia indo... e iu!"
"Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana."
"Não moço, meu estado não inspira gravidez".
(Atribuídas a Nunes, ex-Fla, Flu e Atlético-MG. A primeira frase foi sobre uma chance desperdiçada; a segunda foi antes da despedida de Zico; e a terceira, após sair contundido de uma partida).

"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Jesus Cristo nasceu."
(Atribuída a Claudiomiro, ex-Inter de Porto Alegre, ao chegar a Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 1972).

"The football is a little box of surprise."
(Atribuída a Pelé, o Atleta do Século 20, após uma vitória de virada para o Santos, traduzindo o futebolês ao pé da letra. A frase conhecida em português é "o futebol é uma caixinha de surpresas").

"Que campeonatinho mixuruca, nem tem segundo turno!"
(Atribuída a Garrincha, gênio do Botafogo e da Seleção Brasileira, durante a comemoração da conquista da Copa do Mundo em 1958).

"O meu clube estava à beira do abismo, mas tomou a decisão correta e deu um passo à frente."
(Atribuída a João Pinto, ex-Benfica de Portugal).

"A moto eu vou vender, e o rádio eu vou dar para minha avó."
(Atribuída a Biro-Biro, ex-Corinthians, ao responder a um repórter o que faria com o "Motorádio" que ganhou como melhor jogador da partida).

O difícil, como vocês sabem, não é fácil.”
"Quero agradecer à Antarctica pelas brahmas que nos enviou..."
"O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável."
"Depois da tempestade vem a ambulância"
"Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático"
(Atribuídas a Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, ao recusar a oferta dos franceses pelo jogador).

"Não venham com problemática que eu tenho a solucionática."
(Atribuída a Dadá Maravilha, ex-Atlético Mineiro, Inter, Fla, Bahia, Sport e Seleção Brasileira)
"A partir de agora, meu coração tem uma cor só: é rubro-negro."
(Atribuída a Fabão, ex-Fla e São Paulo, ao chegar ao clube carioca)

"As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe."
(Atribuída a Dunga, ex-técnico da Seleção Brasileira)

Ô, Tovar!…Me traz lá do supermercado um frasco do desodorante IÔIÔ.”
(Atribuída a Manga, ex-Botafogo, Inter e Seleção Brasileiro, ao pedir ao meia colorado que comprasse o desodorante 1010)

"Estou muito feliz de jogar na Sociedade Esportiva Corinthians.”
(Atribuída a Gustavo Nery, ex-Corinthians e Flu, na apresentação no Timão, confundindo o nome do clube com o do Palmeiras, maior rival)..

Eu disconcordo com o que você disse.”
(Atribuída a Vladimir, ex-Corinthians, discordando do repórter. A ironia é que existe o verbo desconcordar, e não disconcordar, e o jogador foi muito criticado pela frase).

"Assinar eu ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente."
(Atribuída a Pitico, ex-Santos, após acertar a renovação do contrato)

Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar."
(Atribuída a Zanata, ex-lateral do Flu, ao falar sobre a hospitalidade do povo baiano).

"Estou realizando meu sonho de ir jogar no futebol europeu."
(Atribuída a Váldson, ex-Bota e Fla, ao trocar o Fla pelo Querétaro, do México).

"Realmente, minha cidade é muito facultativa."
(Atribuída a Elivelton, ex-Cruzeiro e São Paulo, sobre a quantidade de faculdades existentes em sua cidade natal).

"Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da Varig..."
(Atribuída a Mengálvio, ex-Santos, ao avisar à família sobre sua chegada de excursão à Europa)

Vi isso tudo aqui

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Megadeth - Tornado of Souls

Rust in Peace, 1990


"Who's to say what's for me to say...be...do
Cause a big nothing it'll be for me
The land of opportunity
The golden chance for me
My future looks so bright
Now I think I've seen the light
"

E eu já falei por aqui qual é a minha relação com o Megadeth.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sublime - What I Got

Sublime, 1996


"Well, life is too short, so love the one you got
'Cause you might get run over or you might get shot
Never start no static I just get it off my chest
Never had to battle with no bulletproof vest
Take a small example, take a tip from me
Take all of your money, give it all to charity
"

Agora a pouco, o shuffle do Spotify me jogou esta música. E por algum motivo qualquer, que até então desconheço, ela me trouxe algo bom. De verdade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eduardo Cunha foi preso no último dia 19

e o que isso revela do que nós realmente queremos?


"O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) foi preso em Brasília pela Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (19) no âmbito da operação Lava Jato. Segundo a PF, o peemedebista foi detido próximo ao prédio onde mora na capital federal. (...)" Via EXAME.com


Desde que começou a se falar em impeachment, comecei a ouvir falar do Eduardo Cunha. Não que eu seja um completo alienado, mas também não sou tão ligado ao ponto de saber o nome de cada um dos nossos parlamentares. Mas vamos ao que interessa...

Primeiro o povo clamava pela cassação de Eduardo Cunha, conseguimos! Agora só precisava o Deputado ser preso.

Queríamos tanto que até um EP sobre a vontade saiu



O cara tem um histórico grande de corrupção, o típico mais sujo que pau de galinheiro. Até deu uma entrevista muito da sem pé nem cabeça para o Roberto Cabrini. Se bem que isso é default das entrevistas conduzidas por ele e do formato de reportagem do programa. Mas ele continuava solto. Quem tinha (ou ainda tem) um mínimo de bom senso ficava se perguntando como um sujeito com uma folha corrida como esta continuava solto.

Até quarta-feira da semana passada.

E com a prisão de Eduardo Cunha, as redes sociais elegem um novo defensor dos interesses do povo (que na verdade só cumpria com o seu trabalho), para se unir a Joaquim Barbosa e ao Japonês da Federal: o Hipster da Federal.


O cara foi de um funcionário público qualquer a símbolo máximo de uma coisa que não faz sentido nenhum em pouco tempo, transformaram o cara numa celebridade instantânea, o que chegou a levar o cara dar entrevista no programa da Fátima Bernardes e no programa do Fabio Porchat.
Cada um escolhe os seus ídolos e eu não tenho nada a ver com isso, se o sujeito ganhou milhares de seguidores no Instagram, muito menos. Nem mesmo se tem gente por aí se dando ao trabalho de fazer um texto listando os oito motivos par amar o Hipster da Federal. Minha implicância é outra.


Minha implicância é a justamente a ausência de alguma coisa relevante sobre o que realmente importa ser falado, neste caso, a prisão de Eduardo Cunha. Parece que isso não importa, não muda muito. No ponto de vista prático não muda mesmo, mas eu esperava que ao menos uma notinha, qualquer coisa para que falasse mais a respeito. Mas a história acabou morrendo na casca.


E onde está Eduardo Cunha no momento? Certamente deve estar rindo da cara de todo mundo que clamava por sua prisão mas que no fim das contas se interessou mesmo foi pelo agente que o prendeu.

domingo, 21 de agosto de 2016

10950 Dias




Eu queria ter começado este texto com um este mês eu faço mas ele acabou virando um œesta semana eu faço. Mas no final das contas, dá tudo na mesma. Mesmo.

Esta semana eu faço 30 anos. Ainda soa um pouco estranho para mim, me dar conta que cheguei aos 30. Tão estranho quanto eu ter percebido que este ano, meu pai fez 60.

Não queria com este texto bater naquele clichê de dizer que aos (quase) 30 anos eu sou muito melhor do que eu era com 18 e que com 40 eu vou perceber que sou muito melhor que eu era aos 30. Tem muita coisa que realmente precisa ser dita ao mesmo passo que tem tantas outras que precisam ser caladas. Ter 30 anos é muito mais sobre ouvir do que falar, quando se tem 18 anos, a gente acha que é imortal, que pode amarrar uma toalha no pescoço e defender tudo, ou melhor, definir aquilo que definimos como certo em uma época que nem sabemos direito o que é realmente certo. Nem pra gente, nem pra ninguém.

E aos (quase) 30 anos eu sinto que finalmente eu tenho total capacidade de por a minha vida nos eixos, principalmente naqueles aspectos que ainda tem pontos por serem alinhados. Já estou muito bem casado tem dois anos em quase cinco anos de relacionamento, em que minha esposa é peça fundamental naquilo que sou ou ainda quero (e vou) ser. Finalmente sei o que eu faço da vida, eu tenho uma profissão de verdade e gosto e muito do que faço, é uma sensação de alívio gigantesca depois de perambular por duas faculdades e não ter ideia ao certo do que seria melhor fazer para ganhar dinheiro, não que precise muito, mas que proporcione a mim e minha família, um mínimo de conforto. E as coisas nunca antes estiveram tão boas, tanto para mim quanto para a Esposa, quanto para a nossa vida conjugal como um todo.

No fim, é bom olhar para trás e ver tudo que me trouxe até aqui, toda mudança que surgiu no meu eu e que fizeram de mim quem eu sou, porque no fim das contas, está tudo valendo e muito a pena.



Ahhh... e porque o Batman?! Acho que por ele ser um dos personagens que me acompanham desde que me lembro. De verdade. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

E o tal Dia Internacional do Rock

hein?!

Alguns anos atrás, eu escreveria um texto gigante defendendo a minha ideia do que é certo como que diz respeito a música, ao Metal, ou até mesmo ao Rock como um todo. Ou talvez fosse tentar escrever um texto mais informativo do porque da comemoração da data e mais uma vez, tentar provar porque eu estou certo em ouvir Metal e a outra tribo está errada por ouvir Sertanejo Universitário.

Mas eu cresci, eu amadureci e aprendi a viver com isso. Aprendi também que não preciso me fantasiar de nada para gostar do que eu gosto e muito menos, pisotear em cima do gosto alheio para mostrar o meu. Em outras palavras, eu deixei de ser um babaca. E tem muita gente por aí que precisava deixar de ser, mas ainda não percebeu o quão ridículo é. Triste.

Hoje, aos quase 30 anos, é engraçado olhar para trás e perceber essas coisas. Quando se tem 17 anos, se acha que o mundo é teu, a vida é maravilhosa, mal e porcamente tem de se preocupar com a escola, fazer um estágio meia boca, ficar bêbado no final de semana e não existe banda melhor que Nirvana. Hoje, aos quase 30, me preocupo em terminar a faculdade logo, dar o máximo de mim no meu trabalho, beber socialmente e perceber que não existem bandas tão completas quanto Queen ou Led Zeppelin.

Também  aos quase 30 eu venho redescobrindo música como nunca antes tinha feito. Quer dizer, já faz uns cinco anos (ou mais, não lembro direito) que venho fazendo isso com uma certa regularidade. E foi uma das melhores coisas que eu poderia ter feito. Mergulhei no Jazz e encontrei nomes como John Coltrane, Miles Davis e Chet Baker. Me enterrei ouvindo Blues e fiquei maravilhado com sujeitos como Muddy Waters e Robert Johnson e senti uma vergonha imensa de mim mesmo por nunca ter dado a Eric Clapton a atenção que deveria. Conheci Trip Hop e minha cabeça abriu conhecendo Beth Gibbons, She Wants Revenge e Portishead.Tango e Neotango entraram na minha vida com Astor Piazzolla, Gotan Project e Bajofondo.

E a conclusão que eu eu chego com isso? Como foi bom a hora em que eu eu abri a minha cabeça (e o meu coração) para tanta coisa nova e aprender tanto mais com isso.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Grandes Nomes do Futebol Brasileiro da Década de 90


Mas que hoje não são merda nenhuma

Em sua época áurea eles foram amados por suas torcidas, temidos pelos jogadores rivais, imortalizados nos exageros na euforia de Galvão Bueno. Hoje, vivem sabe-se lá onde, fazendo sabe-se lá o que. Pensando nisso, resolvemos começar hoje a listas alguns nomes que certamente você deve lembrar e que provavelmente deve estar se perguntando onde está o seu ídolo.

Túlio Maravilha

 


Túlio Maravilha (Goiânia, 2 de junho de 1969), é um ex-jogador de futebol que atuava como atacante.
Foi três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A (1989, 1994 e 1995), um recorde com quem divide com Romário e Dadá Maravilha. É o único jogador do futebol brasileiro a ter sido artilheiro em três divisões do futebol nacional - tendo sido o maior goleador da Série B (2008) e da Série C (2002 e 2007). Ficou também conhecido por seu estilo irreverente e pouco modesto, de autopromoção e sem ter papas na língua.
Defendeu diversos clubes de menor expressão do futebol nacional. Seu último clube foi o Araxá, pelo qual chegou ao milésimo gol, pelas contas do próprio Túlio, já que não há registro oficial sobre os 1000 gols que o jogador tenha feito ao longo de sua carreira. Nestas contas, somam-se os gols marcados não apenas em partidas oficiais, mas também em jogo-treino, amistoso e até partida festiva.
Mas este não e um post saudosista sobre futebol. O que nos interessa de verdade é tentar entender que fim levaram tais sujeitos.
Vamos começar salientando dois pontos da biografia resumida acima:
1 – “(…) Ficou também conhecido por seu estilo irreverente e pouco modesto (…)
2 – “(…) chegou ao milésimo gol, pelas contas do próprio Túlio, já que não há registro oficial sobre os 1000 gols que o jogador tenha feito ao longo de sua carreira. (…)




A segunda frase me faz entender perfeitamente primeira. Acompanha a minha linha de raciocínio: durante a carreira, o cara tem por objetivo chegar aos mil gols mas ELE mesmo faz a contagem e conta os gols marcados fora de partidas oficiais. Daí temos outros dois questionamentos: Se o próprio Túlio Maravilha é quem fazia (ou faz, vai saber) a contabilidade dos próprios gols é algo bastante falho, a não ser que ele tivesse um diário - "19 de Março de 1993, 15 de Arapiraca x Tuna Luso. Querido diário, hoje eu fiz o meu gol de número 753, sinto que cada dia estou mais próximo dos mil, ainda mais que no domingo tem futebol com os meninos do bairro que passei minha infância, acho que lá consigo marcar ao menos mais uns cinco gols!" - mas acho pouco provável que isso realmente aconteça.

Em queda vertiginosa ao esquecimento, Túlio estampou a capa da revista G Magazine em dezembro de 2003, época esta em que tal revista teve seu auge por colocar qualquer um na capa, contando que garantisse uma boa vendagem (e o mesmo acontece com Playboy e afins, isso não é privilégio da G). Caso alguém tenha curiosidade em ver a Maravilha do Túlio, é só clicar aqui.

Em 2008, foi eleito vereador pela cidade de Goiânia, tendo renunciado ao cargo em 2011 por ter assinado contrato com o Bonsucesso do Rio de Janeiro para ir em busca do seu milésimo gol. É incrível ver a quantidade de pessoa pública que pende para o lado da política depois que a carreira acaba ou que a mídia desvia o holofote para outro lado.

Hoje, 2016, por onde anda Túlio Maravilha? Contando as cifras da sua passagem pela política ou jogando futebol de várzea em alguma cidade no interior do Brasil, em busca do gol de número 1005? Nada disso, como bom atleta aposentado no Brasil, Túlio ganha a vida dando palestras motivacionais onde mostra o caminho do sucesso. Ou ensina como contabilizar com maestria os gols marcados durante a carreira. Vai saber.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Jesus Cristo versus Roberto Carlos


Esses tempos, encontrei a página dos Cartuns do Renan. Foi amor a primeira vista.
Você pode encontrar ele por aqui também. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Disco da Semana

Megadeth - Youthanasia [1994]

Créditos: AnimatedCovers.com


Mas porque Megadeth? E porque o Youthanasia? Um breve apanhado da minha vida com Dave Mustaine e sua trupe
Comecei a ouvir Megadeth um tanto quanto tarde se levado em consideração os quase 20 anos que ouço Metal. A lembrança mais remota que eu tenho de Megadeth é de ter ouvido Symphony of Destruction repetidamente, lembro de uma época selecionar a música para o momento em que eu estivesse entrando pela porta da faculdade. Era meio que a música tema daquele meu semestre. Mas acabei esgotando a música, encheu o saco e fiquei um bom tempo sem ouvir nem ela nem nada do próprio Megadeth.
Tudo isso até a época em que ler a Wikipedia deixou de ser algo esporádico para se tornar um hábito, que foi nessa mesma época que descobri a existência da Encyclopedia Dramatica e o Reddit, mas isso é assunto para outro dia. Voltando ao assunto... nessas dessas passagens pela Wiki encontrei um artigo falando do Big Four of Thrash, justamente em uma época em que eu estava saindo um pouco do Power Metal para conhecer um pouco mais do que o Metal poderia me oferecer. Acabei me colocando diante de quatro bandas em que eu deveria dar maior atenção, entre elas, o Megadeth.

quarta-feira, 16 de março de 2016

As Senhoritas de Amsterdã, Martine & Louise Fokkens


Este ano resolvi criar vergonha na cara e ler alguma coisa. Percebi que o que eu mais vinha lendo ultimamente eram HQs, não que isso seja algo ruim, mas eu sentia que eu precisava ler algum livro. Queria ter me organizado para ler algum livro (e até comprei mais alguns) nos meses em que morei na Irlanda e não li nada. De volta ao Brasil, retomando aos poucos minhas coisas me dei conta mais uma vez da quantidade de livros que tenho e que não dei atenção para mais da metade. Mas vamos ao que interessa...

As garotas da vitrine Martine e Louise Fokkens, gêmeas idênticas nascidas na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial, tornaram-se, ao longo de mais de 50 anos como prostitutas na capital do país, verdadeiros ícones do De Wallen – o famoso bairro da Luz Vermelha de Amsterdã.Com roupas sempre combinando entre si (compram tudo duplo), passaram a ser conhecidas dos moradores e comerciantes das redondezas: Louise, impetuosa e extrovertida; Martine, calma e tranquila; ambas têm filhos, além de serem avós e até bisavós. Prostituíram-se (Louise primeiro) por volta dos 20 anos, quando já eram mães, incentivadas pelos maridos e pressionadas por necessidades financeiras. Aos poucos, livraram-se dos companheiros exploradores e dos cafetões e abriram seu próprio e pequeno bordel.


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Fiquei sabendo da existência numa época em que trabalhei em uma agência digital que prestava serviços a L&PM, achei a história interessante. Originalmente tinha comprado o livro para ler no voo de ida pra Irlanda, isso em julho de 2014. O livro atravessou o oceano, estacionou na minha estante e ali ficou. Não li. Pra ser sincero, sequer eu tinha aberto ele desde então. Atravessou o oceano de volta e foi pra cima de uma pilha de coisas e outros livros e quadrinhos. Ficou ali pegando pó até duas semanas atrás eu jogar ele dentro da minha mochila e me doutrinar a ler o livro até o fim. 
Não seria tarefa muito difícil, já que todos os dias passo entre vinte e trinta minutos dentro de um ônibus entre ida e volta do trabalho, é um tempo razoável para ler qualquer coisa.

Poderia ser um livro linear, onde narra toda (ou parte da) história de Martine e Lfok_01couise Fokkens, mas não é. Felizmente. Livros lineares tendem a ser maçantes e desnecessariamente explicativos, contando detalhes irrelevantes e esquecendo de contar a história. As Senhoritas de Amsterdã é todo feito na forma de relatos das autoras, o que dá um tom todo especial e de uma leitura tranquila e extremamente agradável.

Acredito que tenha sido justamente isto que tenha me conquistado tanto e tenha me inserido dentro da história, ou melhor, das histórias. Me sentindo dentro daquela ambientação de Amsterdã da época (ainda que da cidade até hoje eu só conheça o Aeroporto de Schiphol), imaginando cada personagem ali descrito e aquilo que mais me faz apreciar uma leitura: imaginar as vozes dos personagens. Eu sei, isso soa um pouco estranho, mas para que a minha experiência de leitura seja completa e prazerosa eu preciso que isso aconteça. Ao menos dentro deste gênero literário.

São pouco mais de 200 páginas em que se tu tiver algum tempo disponível para dedicar exclusivamente a leitura, se consegue terminar em coisa de uma ou duas horas. Eu levei duas semanas por ler somente no ônibus, graças ao meu tempo escasso durante a semana.

Se vale a pena? Bem, se tu não te incomoda com este tipo de narrativa, gosta do tema, é uma leitura bastante interessante. Só não pegue o livro esperando algo extremamente aprofundado e com riqueza de detalhes, com uma história pomposa e cheia de glamour porque acredito que não fosse nem este o propósito do livro, sendo apenas um apanhado de memórias daquelas que juntas somaram mais de 100 anos prostituição no Bairro da Luz Vermelha de Amsterdã.
Encontre o livro na Estante Virtual

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Deadpool (Deadpool, 2016)


Conferindo de perto o Mercenário Tagarela

O mercenário tagarela foi apresentado a mim através da edição Grandes Heróis Marvel #63 (primeira série), publicada em março de 1999, uma época em que eu tinha assinatura mensal dos quadrinhos da Casa das Ideias e comprava em banca aquilo que me chamava a atenção com a minha mesada que hoje não compra sequer uma edição e na época me permitia fazer um rancho todo mês, além de garimpar algumas edições mais antigas em uma banca da cidade ou alguns pacotes fechados com séries completas, mas isso não vem ao caso.
Então assistimos, eu e a Esposa, Deadpool no último sábado. E o filme é praticamente tudo aquilo que eu sempre quis ver em um filme baseado em HQs: o personagem ser (quase) tudo o que eu cresci lendo.
Nos primeiros minutos do filme, já se consegue entender o porque da classificação etária norte-americana ter sido para maiores de 18 anos e no Brasil 16, ainda que na saída da seção eu tenha visto várias crianças que deveriam ter no máximo seus 13 anos, é só um filme de super-herói, afinal, devem pensar os pais ou quem faz (ou deveria fazer) a fiscalização nos cinemas. Deadpool é debochado, fala palavrões, rasga e perfura os inimigos com suas katanas, é explorada a sexualidade (e a vida sexual) do personagem, é tudo aquilo que os pais não gostariam que seus filhos mais jovens assistissem, mas acredito que foi justamente aí o ponto em que a produção acertou no filme: uma narrativa mais adulta, o que carregou fãs mais maduros de HQs –como eu- para dentro do cinema e pudessem sentir um pouco de toda aquela atmosfera que só se sente lendo uma HQ.

Outros dois pontos fortes são a quantidade de referências dentro do filme, que vão além dos outros filmes da Marvel mas também a própria cultura pop, o humor bem dosado que entra em harmonia com o andar da história e com o personagem arrancam risadas do público e mostram porque Deadpool é um personagem que cativa tanta gente e agora, depois do longa, deve ter angariado mais uma legião de fãs graças ao grande senso de humor e o carisma que o personagem tem.

Se vale a pena o ingresso do cinema? Com toda certeza! Pra quem é fã de quadrinhos ou até mesmo quem só procura por um filme que tenha bastante ação e que ao mesmo tempo tenha uma pegada na veia cômica em que os dois consigam andar em harmonia.