quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ringo Starr and his All Starr Band - Gigantinho (10/11/2011)

Nunca fui fã de Ringo Starr. Mas ao mesmo tempo nunca neguei sua importância para o cenário da música afinal, o cara é um dos quatro garotos de Liverpool que conquistaram o mundo. E depois de ter perdido o show de Paul McCartney (mesmo sem pesar tanto assim), achei que dar uma chance a Ringo Starr seria uma boa. E realmente foi.
Fomos eu e meu chefe para mais uma aventura rumo a um show (o último tinha sido o do Alice Cooper). Não achei o Gigantinho muito cheio, a Padre Cacique transitável, era estranho, uns meses atrás Ozzy Osbourne tinha feito o trânsito na Padre Cacique ficar mais lento, o pátio do Gigantinho/Beira Rio parecia pequeno para tanta gente e dentro do Gigantinho, as pessoas se amontoavam, ao contrário do que se via no show de Ringo Starr, era possível escolher onde se posicionar, exceto pela pista que sempre tem mais gente que qualquer outro lugar. Pensei em ir para pista, mas acabei subindo as arquibancadas e ficando num lugar em que eu pudesse assistir bem.


Fiquei entre alguns cigarros e cantarolar algumas músicas sentado. Não foi o tipo de show memorável, não foi o tipo de show que eu gostaria de ter assistido sozinho. Não que o show seja ruim (Ringo Starr soube/sabe escolher muito bem os músicos para compor sua All Starr Band), o estádio veio abaixo quando foram entoados os primeiros acordes de Yellow Submarine, eu fiquei empolgado quando percebi que era With a Little Help from My Friends que estava tocando, mesmo nunca tendo sido um Beatlemaníaco, que beije o chão onde John Lennon pisou e idolatre loucamente George Harrison, mas Ringo Starr é atualmente um tipo de músico genérico, apenas com o título de Beatle no currículo, o que faz dele ser um baterista com um pouco (mais de) respeito no cenário da música. Mas o cara tem carisma, isso é incontestável, mesmo com todo aquele excesso de paz e amor (é só ver fotos, Ringo está sempre fazendo o símbolo com as mãos). Foi um show que eu gostaria de ter assistido acompanhado, de um amigo que fosse, comentar as músicas ou as performances, compartilhar com alguém meu entusisasmo de ver Edgar Winter ao vivo. Enfim, um pós show direto, em que voltei conversando com meu chefe sobre nossas impressões sobre o show em si, no calor da situação, de termos recém saído de frente de um legítimo Beatle.
Mas o negócio é descansar, já que amanhã tem Pearl Jam.

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