quarta-feira, 1 de junho de 2011

De todos os amores que nunca vivi e dos que nunca viverei

Quem lê o título, pensa que é coisa de poeta (achei o título bacaninha sim...) mas na verdade é só mais uma das minhas tantas divagações matinais. Ao invés de ficar só conversando comigo mesmo como sempre faço, hoje resolvi fazer diferente. Abri o dashboard Bloco de notas e cá estou eu, rascunhando a divagação, depois só dar um Ctrl + C, Ctrl + V no dashboard e olha o texto ali, prontinho para ser publicado!


O jeito como ela mexe no cabelo para fazer um rabo de cavalo, ou quando ela morde o lápis enquanto fala contigo te dando toda atenção do mundo. Quando ela descalça os tornozelos das sapatilhas para aliviar os pés daquele calçado apertado, das vezes em que ela se reclina para juntar alguma coisa. O riso frouxo, gostoso e sincero que ela tem cada vez que tu conta uma das piadas mais bobas do teu repertório e como ela fecha o rosto quando está descontente com alguma coisa ou aquele semblante preocupado quando está inquieta com alguma coisa...

Tu só queria pedir que ela deitasse no teu colo e ficar passando os dedos entre os cabelos dela, enquanto diz que tudo vai passar e que tu está ali, como sempre esteve. Ela daria um sorriso tímido e uma suspirada profunda, abraçando tua cintura, ainda deitada no teu colo. É a melhor sensação do mundo. Ou pelo menos deveria ser.

Tu sempre fez tantos planos para vocês dois, desde passeios pela cidade comendo algodão doce até um banho de chuva inesperado bem na hora que puseram os pés na rua, o abraço dela que te faz voar e o beijo... ahhhh o beijo... como será que é o beijo dela?! Tantas noites insones em que imaginou o dia em que os lábios dela pudessem tocar os teus, se deixar envolver por toda aquela coisa gostosa que um beijo trás pra gente.

Mas este sempre foi um amor que tu nunca viveu e que talvez nunca vá viver. Amou ela em silêncio por meses, quem sabe até anos, mas nunca teve a coragem de assumir ou nunca pensou que fosse o momento certo de assumir afinal de contas, a amizade dela lhe cabia (e lhe cabe) tão bem e o mundo sempre disse que um beijo, uma paixão, pode abalar uma amizade. Tu nunca entendeu isso, por mais que tivesse tentado, um sentimento tão bom poderia terminar com outro de valor tão semelhante? Não. Ao menos não na tua cabeça.

Depois de remoer tudo que podia e o que não podia, assumir a situação e todos riscos pareceu uma opção sensata já que lá no fundo tu sempre alimentou uma esperança, sem saber se ela era falsa ou não. Eis que ia acontecer, ia assumir a ela, abrir o coração e dar a cara a tapa, que fosse o que Deus ou quem quer que quisesse algo, mas derrepente a música parou, as rosas murcharam e tu recuou. Porque? Estava tão perto! É que ela assumiu pra ti que está apaixonada. E não é por ti...


"Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."

Lulu Santos - Certas Coisas

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