terça-feira, 28 de junho de 2011

Os Gonzagas

Que o brasileiro é um povo criativo eu nunca tive dúvidas. Mas depois de assistir a este vídeo pude confirmar ainda mais essa minha teoria. e olha que eu nem gosto de forró.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mimos e agrados para mim mesmo

e para a minha coleção


Foi nessa última sexta-feira, eu descia a avenida principal da cidade rumo ao trabalho, o vento batia no rosto e eu acendia um cigarro. Passei em frente a tradicional banca de revistas e tinha uma prateleirinha ali na frente com uma plaquinha que dizia que qualquer revista ali custava apenas R$2.

Alguns Guias do Brasileirão de uns anos atrás, Tex, Conan eis que meus olhos se fixam num cantinho em especial da prateleira: The Spirit. Sim! uma das grandes obras de Will Eisner ali, diante dos meus olhos. Anos que eu não pegava nada dele para ler, não tinha edição nenhuma na prateleira.

Terminei meu cigarro decidido a levar quantas fossem as edições que ali tivessem. Eram quatro, e ainda arrebanhei um Wolverine e Nick Fury, R$10, "-Um rancho de gibi?!" disse o simpático Seu Antônio, dono da banca, respondi que sim, com um imenso sorriso, comentando com ele da minha felicidade em encontrar tais edições.


[x]As fotos não estão muito boas porque tirei com o celular  e a iluminação do meu quarto é péssima.

domingo, 26 de junho de 2011

Ok, eu sei...

Opinião é como cu, cada um tem o seu. Mas eu acho que tem gente que vai longe demais.

-ou-

"Cintia Disse, mas deveria ter ficado bem quietinha..."

Um dos males desse mundo moderno é a tal síndrome de undergorund, sujeito não quer que ninguém ouça as bandas que ele descobriu sozinho (?) que assista os filmes B que só ele sabia onde baixar (e não aceita o fato de o outro ter os mesmos em VHS) entre tantas outras coisas.

Mas não é sobre filmes ou música que eu tenho pra falar. Não agora.

Esses dias, estava eu perambulando por vídeos no YouTube e me deparei com um vídeo da tal de Cintia Lopez. No tal vídeo ela fala sobre os "vlog atuais" e de uma forma bem sutil ela desce a lenha nessa galerinha "sem talento" como ela mesma diz, que isso cansa, chateia ela, que cada vez assiste mais vlogs de fora do país (então porque ela ainda faz vídeos em PT-BR?) e mais uma porrada de bobagem.

Mas onde está a síndrome de underground nessa história, tio? Eu já ia chegando neste ponto, então: no caso dela, ela parece não querer dividir espaço na internet, no YouTube muito menos com essa galerinha que cismou que pode fazer alguns vídeos e dar upload na própria account. Que coisa séria isso, não? é mesmo um absurdo, o fato de alguém sentir-se incomodado com o fato de outras pessoas terem por diversão aquilo que ela também tem, a tal "vitrine", como ela mesma se refere. O único ponto em que concordo (eu disse único) é aquele em que ela fala que o pessoal entra nessa onda já querendo fazer dinheiro (o mesmo acontece com blog) e esquece do conteúdo, mas acho que é tão direito deles quanto de qualquer outro tentar buscar esse lugarzinho ao sol. Ou a internet e os meios que ela nos dá são tão exclusivos que temos que entregar qualquer conteúdo e vendar os olhos perante aqueles que são os maiorais? Acho que não hein, filha.

E se alguém quer ver o tal vídeo, ta ali embaixo...


sábado, 25 de junho de 2011

Não escrevo resenhas nem reviews

    eu só expresso minha opinião sobre as coisas


Longe do compromisso de escrever para algum Portal, as orelhas de algum livro ou a coluna de uma revista, aqui eu falo o que penso, com as palavras que uso no dia-a-dia e os sentimentos que rondam minha cabeça e meu peito. O tempo todo.

Não entendam como se este blog me bastasse. A realidade é o inverso disto. (Quase) ninguém lê ou vê o que aparece por aqui, a existência dele é quase que nula o que faz com que eu me pergunte várias vezes porque ainda insisto em abrir o Cereal e compartilhar isso com o vazio. A resposta é bastante óbvia: escrever para o Bloco de notas é sem graça, depressivo e sem futuro. Explico.

Imagine o Bloco de notas como aquele caderno atirado no fundo da gaveta, aquele mesmo que te serviu como diário, amigo e confidente para todos os momentos em que chorar cansava, falar sozinho não resolvia e escrever era uma terapia. O Bloco de notas é isso, uma coisa um tanto quanto vazia de procura escassa, que só aos poucos que vamos nos habituando com o valor que ele tem.

Vou assistir o meu Grêmio jogar, alguma banda que eu tanto admiro (que este ano aliás, estou batendo meus próprios recordes de ida em shows), ouvi algum bom disco, um filme (nem sempre) bom e digno de ser falado, eu recorro a minha caixa de cereal hodiurno. Quero aqui exercitar minha paixão pela escrita, falar o que eu penso, o que eu acho ou até mesmo o que eu não deveria. Como bem diz minha irmã, a Internet é um dos poucos lugares em que podemos ser o que nós quisermos. E ela ta certa.

Então, justamente para combater este vazio é que escrevo. E isto me faz incrivelmente bem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

De todos os amores que nunca vivi e dos que nunca viverei

Quem lê o título, pensa que é coisa de poeta (achei o título bacaninha sim...) mas na verdade é só mais uma das minhas tantas divagações matinais. Ao invés de ficar só conversando comigo mesmo como sempre faço, hoje resolvi fazer diferente. Abri o dashboard Bloco de notas e cá estou eu, rascunhando a divagação, depois só dar um Ctrl + C, Ctrl + V no dashboard e olha o texto ali, prontinho para ser publicado!


O jeito como ela mexe no cabelo para fazer um rabo de cavalo, ou quando ela morde o lápis enquanto fala contigo te dando toda atenção do mundo. Quando ela descalça os tornozelos das sapatilhas para aliviar os pés daquele calçado apertado, das vezes em que ela se reclina para juntar alguma coisa. O riso frouxo, gostoso e sincero que ela tem cada vez que tu conta uma das piadas mais bobas do teu repertório e como ela fecha o rosto quando está descontente com alguma coisa ou aquele semblante preocupado quando está inquieta com alguma coisa...

Tu só queria pedir que ela deitasse no teu colo e ficar passando os dedos entre os cabelos dela, enquanto diz que tudo vai passar e que tu está ali, como sempre esteve. Ela daria um sorriso tímido e uma suspirada profunda, abraçando tua cintura, ainda deitada no teu colo. É a melhor sensação do mundo. Ou pelo menos deveria ser.

Tu sempre fez tantos planos para vocês dois, desde passeios pela cidade comendo algodão doce até um banho de chuva inesperado bem na hora que puseram os pés na rua, o abraço dela que te faz voar e o beijo... ahhhh o beijo... como será que é o beijo dela?! Tantas noites insones em que imaginou o dia em que os lábios dela pudessem tocar os teus, se deixar envolver por toda aquela coisa gostosa que um beijo trás pra gente.

Mas este sempre foi um amor que tu nunca viveu e que talvez nunca vá viver. Amou ela em silêncio por meses, quem sabe até anos, mas nunca teve a coragem de assumir ou nunca pensou que fosse o momento certo de assumir afinal de contas, a amizade dela lhe cabia (e lhe cabe) tão bem e o mundo sempre disse que um beijo, uma paixão, pode abalar uma amizade. Tu nunca entendeu isso, por mais que tivesse tentado, um sentimento tão bom poderia terminar com outro de valor tão semelhante? Não. Ao menos não na tua cabeça.

Depois de remoer tudo que podia e o que não podia, assumir a situação e todos riscos pareceu uma opção sensata já que lá no fundo tu sempre alimentou uma esperança, sem saber se ela era falsa ou não. Eis que ia acontecer, ia assumir a ela, abrir o coração e dar a cara a tapa, que fosse o que Deus ou quem quer que quisesse algo, mas derrepente a música parou, as rosas murcharam e tu recuou. Porque? Estava tão perto! É que ela assumiu pra ti que está apaixonada. E não é por ti...


"Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."

Lulu Santos - Certas Coisas