quarta-feira, 4 de maio de 2011

Stratovarius - Pepsi on Stage (03/05/2011)

Fui de sangue doce. Nunca tinha ido em show algum do Stratovarius, tal como eles nunca foram uma das minhas bandas de Power Metal preferidas, gosto de uma música ou três. Não tinha nada  perder, eram dois shows pelo preço de um.

Saí do trabalho e fui direto para o local do show. Retirei meu ingresso e um cara de meia idade, meio gordo, já careca (com aqueles típicos tufos de cabelo do lado da cabeça) começou a puxar assunto comigo, por questão de educação respondi e pensei que fosse um alguém que apareceu e não me deixaria deslocado durante o show. Ledo engano. O cara era meio maluco e pior, meio surdo. Sim, um surdo num show de Power Metal mas ok, acendo um cigarro e caminho na direção do final da fila, perdi o cara de vista felizmente. Uns caras aleatórios posicionados atrás de mim faziam piadas velhas enquanto eu matava tempo olhando alguma coisa pelo Twitter pelo iPhone. Vi o tiozinho surdo umas pessoas atrás de mim fila, me fiz de desentendido, não ia ser muito interessante me comunicar com um cara praticamente surdo durante um show. Depois de tanta espera finalmente entrei.

Fui comprar uma cerveja, "-Uma Polar." disse eu ao atendente, o cara me traz uma Skol e antes mesmo que eu pudesse dizer que era a Polar que eu tinha pedido, ele já havia aberto a lata e servia ela no copo plástico. Paciência. E haja paciência, foi também ter o saco de engolir aquela cerveja, cada gole parecia ainda mais pastoso, cogitei o problema ser meu cigarro ou minha gastrite mas em seguida me dei conta que não teria como nem porque estou acostumado a beber cerveja e fumar, então era meu organismo que rejeitava cada gole daquela Skol.

E o show não começava nunca. Acabou a cerveja, fiquei num lugar bacana, mas o raio do show não começava. Algumas adolescentes histéricas ali por perto, uma que praguejava o namorado enquanto o mesmo ameaçava de bater nela por ali mesmo. Pra mim não faria diferença ver aquela criatura em pé ou estendida no chão, eu só queria o show logo. Estava disperso quando começou, mas pela gritaria percebi que Timo Kotipelto tinha subido ao palco, Infernal Maze deu início aos show naquela noite de terça feira.

E o show foi indo... e foi indo... e eu não conseguia me animar, me empolgar muito menos. Eu estava cogitando ir ao banheiro, buscar outra cerveja ou qualquer coisa que fosse diferente de ficar na frente daquele palco assistindo um show que não me conquistou em nada. A presença de palco do Timo Kotipelto (porque chamar só pelo primeiro nome é coisa de quem tem intimidade) não me conquistou, não me deixou com vontade de assistir o show. Não entendi o porque. E quando eu já estava me decidindo pela ida ao banheiro, ouço os primeiros acordes daquela que é minha música preferida  do Stratovarius (sim, eu tenho música preferida, apesar de não gostar muito da banda), sim, era Hunting High and Low, eu tinha suportado nove músicas que não tudo aquilo mas aquela eu tinha que parar para ouvir, para cantar junto. E eu acho que dei sorte, era justamente aquela música em que se pede toda ajuda da platéia. O refrão é repetido várias vezes até ficar de acordo com o gosto do pessoal da banda. E foi bacana.

E quanto aos integrantes da banda?

Timo Kotipelto: tem uma presença de palco triste. Ele não me convence, não me empolga, não me deixa com vontade de assistir ao show, nada é além de um genérico vocalista de uma banda de Power Metal;

Jens Johansson: o cara é bom no que faz, mas o que me deixou impressionado não foram as brincadeiras com a toalha que ele usava para secar o suor, mas sim o cara tocar todo torto e não ter um banco para ficar sentado. Achei isso sensacional;

Jörg Michael: ele é aquilo que todo baterista de Power Metal é, parece um monstro espancando a bateria, não tem muito o que se dizer sobre, a não ser que ele é muito parecido com o finado Rui Biriva;

Lauri Porra: caretas demais para um baixista que não tem nada de especial, sem contar que parece um moleque de 16 anos com a primeira banda, ainda assim, dono de uma boa presença de palco. Já vi baixistas melhores;

Matias Kupiainen: parecia mais uma menina gordinha com cavanhaque, talvez até me lembre Ashley e Mary Kate Olsen, mas até que o carinha é legal em cima do palco.

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