quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ringo Starr and his All Starr Band - Gigantinho (10/11/2011)

Nunca fui fã de Ringo Starr. Mas ao mesmo tempo nunca neguei sua importância para o cenário da música afinal, o cara é um dos quatro garotos de Liverpool que conquistaram o mundo. E depois de ter perdido o show de Paul McCartney (mesmo sem pesar tanto assim), achei que dar uma chance a Ringo Starr seria uma boa. E realmente foi.
Fomos eu e meu chefe para mais uma aventura rumo a um show (o último tinha sido o do Alice Cooper). Não achei o Gigantinho muito cheio, a Padre Cacique transitável, era estranho, uns meses atrás Ozzy Osbourne tinha feito o trânsito na Padre Cacique ficar mais lento, o pátio do Gigantinho/Beira Rio parecia pequeno para tanta gente e dentro do Gigantinho, as pessoas se amontoavam, ao contrário do que se via no show de Ringo Starr, era possível escolher onde se posicionar, exceto pela pista que sempre tem mais gente que qualquer outro lugar. Pensei em ir para pista, mas acabei subindo as arquibancadas e ficando num lugar em que eu pudesse assistir bem.


Fiquei entre alguns cigarros e cantarolar algumas músicas sentado. Não foi o tipo de show memorável, não foi o tipo de show que eu gostaria de ter assistido sozinho. Não que o show seja ruim (Ringo Starr soube/sabe escolher muito bem os músicos para compor sua All Starr Band), o estádio veio abaixo quando foram entoados os primeiros acordes de Yellow Submarine, eu fiquei empolgado quando percebi que era With a Little Help from My Friends que estava tocando, mesmo nunca tendo sido um Beatlemaníaco, que beije o chão onde John Lennon pisou e idolatre loucamente George Harrison, mas Ringo Starr é atualmente um tipo de músico genérico, apenas com o título de Beatle no currículo, o que faz dele ser um baterista com um pouco (mais de) respeito no cenário da música. Mas o cara tem carisma, isso é incontestável, mesmo com todo aquele excesso de paz e amor (é só ver fotos, Ringo está sempre fazendo o símbolo com as mãos). Foi um show que eu gostaria de ter assistido acompanhado, de um amigo que fosse, comentar as músicas ou as performances, compartilhar com alguém meu entusisasmo de ver Edgar Winter ao vivo. Enfim, um pós show direto, em que voltei conversando com meu chefe sobre nossas impressões sobre o show em si, no calor da situação, de termos recém saído de frente de um legítimo Beatle.
Mas o negócio é descansar, já que amanhã tem Pearl Jam.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

4 Tipos de Comerciantes que me Deixam Admirado

4 - Atendentes de Lojas de Armarinho e Aviamentos
Em via de regra são lojas bagunçadas, em que tu acha tecido, linha, lã e qualquer coisa do tipo. Lugar cheio de tias velhas gritando e com atendentes donos de uma destreza que acho sensacional: fazem um pequeno corte numa das extremidades do tecido e depois rasgam, com a mão mesmo. Certo que se eu for tentar fazer isso em casa, rasgo o tecido todo torto e não consigo usar nem pra pano de chão depois;

3 - Atendentes de Lanchonetes/Lancherias

Antes mais nada: odeio essa nomenclatura e qualquer um dos derivados. Falo sobre isso em outra ocasião.
Lugar cheio de gente, que a galera se reune para tomar uma cerveja, comer alguma porcaria. O destino para Happy Hour de uma maioria. E já parou pra pensar como deve ser difícil manter a postura vendo as pessoas comerem, bebendo, rindo, descontraindo depois de um dia cheio e o sujeito fica ali trabalhando?

2 - Garçons
Aquele carinha que te serve e alguns chamam de garção, chefia e derivados, te dá um bom atendimento, faz tu te sentir rico e com um empregado para te trazer a cerveja e muitas vezes tu ainda não paga os 10% a ele.
Mas já percebeu como é bacana a jeito que alguns deles carregam muitos pratos, todos acomodados em cima de uma bandeja? E esses tempos o pessoal aqui do trabalho foi jantar numa churrascaria e um dos garçons tinha uma forma toda peculiar de servir as bebidas, achei genial;

1- Operador de Fotocopiadora (ou, o guri do xerox)
Aqueles momentos na faculdade, uma fila imensa para cópia daquele polígrafo inútil e tu vai ficar ali o intervalo todo, enquanto queria ficar jogando conversa fora com alguém, tomando um café e fumando alguns cigarros.
O que eu acho legal é como conseguem se organizar tão rápido em meio a tantas folhas. Tenham a seguinte imagem mental: chegam trinta alunos da mesma turma querendo cópias das mesmas vinte e sete folhas daquele polígrafo inútil que só vai fazer eles gastarem dinheiro. o guri do xerox operador de fotocopiadora pega aquele calhamaço de oitocentas e dez folhas e separa os trinta grupos de vinte sete folhas, grampeia e cobra rapidamente, incrível! Eu se for tentar separar cem folhas em dez grupos de dez é possível que eu deixe tudo cair no chão, misturando e não conseguindo organizar mais nada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cristo do Domingo - 06.11.2011

Sthefany Brito

Desde que separou só se falava nisso quando o assunto era Sthefany Brito. 
Em maio do ano passado, a Caras consegue começar uma matéria sobre o assunto da forma mais corrosiva possível,
Sthefany Brito está passando por um dos momentos mais delicados de sua vida pessoal. Depois de deixar seu país e sua promissora carreira de atriz por amor, ela se vê envolvida em um escândalo mundial.
Escândalo mundial?! Não é só uma separação, um divórcio, o diabo que seja... mas escândalo mundial? Isso me leva a pensar que Sthefany (btw, que grafia horrorosa para um nome próprio, não?) é a mente criminosa por trás da Al-Qaeda, foi a mentora de inúmeros ataques terroristas pelo mundo, refugiou Osama Bin Laden e fazia negócios com Saddam Hussein. Mas vamos adiante...

   Tudo começou quando Sthefany conheceu o jogador de futebol Alexandre Pato e os dois se apaixonaram perdidamente. Em menos de dois anos de namoro, acontecia o casamento 'de conto de fadas', em julho de 2009, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro. Depois de oficializada a união, o casal foi morar em Milão, na Itália, onde Pato joga, e Sthefany teve que lidar com a saudade de sua terra, de sua família e a falta de seu trabalho na Globo(...)
A vida de casada ocupava demais o tempo da moçoila. Lavar cuecas e cuidar da casa não eram seus passatempos prediletos. De que adiante estar em Milão quando não se tem a família por perto?  Mas pior! Saudade do Brasil, da família, do trabalho da Globo! Meus sais... falta do trabalho na Globo, a saudade de encenar uma ou duas novelas de baixa audiência colaboraram para tudo piorar a ainda mais a vida pobre menina que recém começava sua vida de casada. Mas ainda acho que alguém esqueceu de avisar a ela que Brasil e Itália só são ponte aérea em novela do horário nobre, que afazeres domésticos são parte da vida a dois (o que não significa que ela tenha que fazer tudo sozinha) e que principalmente, é a parte em que se "abandona" a família justamente pela experiência de se viver sozinho, ou ela é uma espécie de Sanndyjúnior, inteiramente dependente do irmão e ninguém me avisou? Continuando...
Até que em abril deste ano começaram a surgir boatos de uma possível separação do casal. E os rumores estavam certos. Depois de nove meses de casados, Sthefany e Pato colocavam um ponto final na relação - e tudo indica que a iniciativa partiu do jogador, já que foi ele quem deu entrada no pedido de divórcio.
Aqui vale falar de duas coisas, principalmente:  
1ª - E daí que depois de nove meses veio o divórcio? E daí? Se no mundo das pessoas normais casamentos não duram nada, porque o das celebridades tem que ser perfeitinho pra sempre? Ahn... acho que é porque a cerimônia foi aquela coisa lindadedeus e divórcio seria a última coisa em que se pensaria. Eles tinham tudo para serem o novo Tarcísio Meira e Glória Menezes (aham, ta bom...), mas puseram tudo isso fora.
2ª- "blá blá blá a iniciativa partiu do jogador", jura? Ta brincando comigo... a iniciativa partiu dele! Tu vê só... agora vem me dizer que se não fosse ele ter tomado a iniciativa, ela teria corrido atrás das coisas para o divórcio? Nossa... estou impressionado com isso ainda, juro. 

Mas tudo era mais feliz e mais fácil enquanto ainda se estava envolvida com o Pato. As notícias que pipocavam pelos portais eram mais relevantes, tratavam de um assunto importante para a ordem mundial (afinal, nossa protagonista se envolveu num escândalo mundial), o mundo falava da separação, do ex marido, dela mesma... o que iria acontecer?
Era melhor sim, ainda que tentem me provar o contrário, porque nada pior do que tu ler uma notícia ao teu respeito falando que tu saiu a fazer compras ou foi passear com uma amiga, porque né...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Macaco Quer Banana e o Sertanejo Quer Holofote

Tem aqueles sujeitos que sempre aparecem na mídia e por isso todo mundo lembra.

Mas tem aqueles que aparecem de vez em quando e eles acham que por isso nem todo mundo lembra.

O que foi aquele alarme falso de que Zezé di Camargo e Luciano botavam um fim na carreira, que os filhos de Francisco não estariam mais juntos e o país seria poupado dos "ai ai ai" do Zezé e nunca mais precisariamos assistir o lip sync performático do Luciano, seria uma vitória sem maiores prejuízos como foi no fim da carreira de Sandyjúnior.
 
Mentira. Ou seja lá o que for, mas fomos enganados, ludibriados por essas carinhas bonitas. Uma esperança toda jogada fora, dinheiro perdido em apostas, tristeza, emoção e felicidade. Porque então tanto alarde? Achei que a família já tinha gasto sua cota anual de holofotes quando deu aquela polêmica com a piada de mau gosto do Rafinha Bastos e Wanessa Camargo.

E agora? Acho que nos resta tentar tolerar eles por mais alguns anos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ana Maria Braga e Sônia Abrão lutando no gel



Ok, elas não estão lutando no gel.


Não lutaram no gel.

Possivelmente elas nunca lutem no gel.

Mas elas poderiam lutar no gel.







































Ou não.

É, melhor não.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Expediente Depois do Almoço Pós Amigo Secreto

- Psiu...

- ...

- Hey, Amaral...

- Fala Gorete.

- Já ta sabendo?

- Sabendo de que?

- Os estagiários já estão comentando, tu não ouviu?

- Não.

- O Walter e a Cleide...

- O que tem eles? Desde o amigo secreto que não aconteceu não falo direito com a Cleide e o Walter... bem, o Walter é o pára-raio da empresa né hehehehehe...

- Não estou falando do óbvio. É que eles saíram para almoçar hoje... juntos.

- Hmmmm. E isto quer dizer que?

- Não faz idéia?

- Sei lá, que eles foram almoçar no mesmo lugar?

- Puta merda Amaral... como tu é ingênuo.

- E o que eu deveria ter pensado? Que eles saíram para almoçar, e foram dar uma de Michel Teló?

- Como?

- Michel Teló, o sertanejo universitário aquele...

- Ainda não te entendi.

- O carinha aquele que canta "O jeito é, dar uma fugidinha com você blá blá blá blá blá"

- Ahhh tá... É mais ou menos isso que a Radio Corredor ta comentando...

- Radio Corredor?

- O pessoal ta comentando...

- Ahhh tá! Fala mais! Fala mais! Fiquei curioso!

- Então, pelo que a Giovanna, a estagiária de RP, me disse eles est...

- Sei quem é, aquela gostosinha que começou a trabalhar conosco tem uns três meses e...

- Amaral!!

- Perdão, continua.

- Eles estão tendo um caso! Só não querem que ninguém saiba...

- Será?! O Walter é tão cheio de frescura, chato pra cacete, tem mania de perseguição e...

- E a Cleide é a capacha chata da diretoria, Amaral... os dois se completam.

- Pode até ser, mas ainda acho que é meio improvável...

- Porque? Dois colegas que assim como nós, solteiros, sem filhos, com uma vi...

- Tu ta querendo dizer que nós poderiamos, qualquer dia desses, aprov...

- Amaral!! O quer tu ta dizendo, homem?

- Tu mesma que disse isso!

- Eu não disse nada, só comparei com a gente!

- Mas deixou entender alguma coisa...

- Não!

- Ta bom então, se tu prefere assim...

- Não é uma questão de preferência, é só deixar tudo bem claro, eu nunca que teria alguma relação contigo além da profissional e a amizade que temos um com o outro.

- Ok...

- Então, como ia tentando te dizer... a gente tem que descobrir se há um fundo de verdade nisso ou se é só mais uma fofoca...

- Mas como?

- Não sei, achei que tu soubesse...

- Achei que TU soubesse!

- ...

- ...

- ...

- Já sei! Eu chamo o Walter para almoçar e tu chama a Cleide, daí a gente tenta descobrir algo e bate as informações.

- Almoçar com aquela chata? Tu ficou maluco?

- É o jeito, Gorete... não da para ir lá na sala deles e sair metralhando, tem que comer beradas e...

- Tu acha mesmo necessário um almoço? Não dá pra ser uma coisa mais informal, ali no cantinho do café?

- Não, pode alguém que não deve ouvir...

- Ok, eu faço esse sacrifício.

-Beleza, então vamos mudar de assunto que um pedaço do assunto ta chegando por aqui...

- Merda! Mas então fica combinado! Só não vamos no mesmo dia para não levantar nenhuma suspeita.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entre cenouras e discussões de relação

- Uma cenoura Abê, tem certeza?

- Claro querida, porque não?

- Sei lá, todo mundo tem uns fetiches mais...

- Comuns?

- Isso, comuns.

- Pode até ser mas, sei lá, cenouras sempre me despertaram um peculiar interesse.

- Ihhhhh...

- Como é?

- Nada, eu só disse "ihhhhh".

- E o que tu quis dizer com esse "ihhhhh"?

- Nada, foi só um "ihhhhh", larga de ser bobo homem.

- Bobo nada, Maria Angélica, tu quis dizer alguma coisa.

- E quis mesmo.

- O que então?

- Ihhhhh, oras. Um "ihhhhh" é sempre um "ihhhhh".

- Não senhora, um "ihhhhh" pode representar tanta coisa...

- Tanta coisa tipo o que?

- Surpresa, isinuação...

- Só isso?

- Como só isso?

- Só isso, oras.

- Abelardo, porque pra ti tudo tem que ter uma explicação mais complexa ou mais detalhada?

- E porque tu sempre tem que falar dos meus fetiches com esse "ihhhhh" insinuando alguma coisa?

- Eu não insinuo nada, só acho que tu exagera um pouco as vezes.

- Eu exagero? E aquela vez que tu inventou de encher meu corpo de salame, queijo e...

- Ah, era só uma tábua de frios erótica, oras...

- Mas é nojento.

- Nós nos conhecemos num sushi erótico, lembra Abê?

- Ah, mas daí é diferente.

- Diferente porque?

- Porque é uma mulher e...

- Que coisa mais machista, Abelardo.

- Posso concluir?

- Pode.

- Então, mulher não é tão nojento quanto homem, é mais limpinha, essas coisas...

- Tu quer dizer que tu não toma banho regularmente?

- MariAngélica, não tenho mais doze anos, é óbvio que eu tomo banho todos dias.

- Seeeeei...

- Porque tudo que eu digo tem que virar deboche, hein?

- Como assim, tudo que tu diz?

- Primeiro foi aquele "ihhhhh" agora esse "seeeeei".

- ...

- Não vai dizer nada?

- Não.

- Porque?

- Porque? Porque cada coisa que eu falo tu toma como ofensa.

- ...

- ...

- ...

- ...

- Meu bem... benzinho... vamos esquecer essa discussão toda? Não estamos chegando em lugar algum.

- Tem razão fofo, a gente ta aqui com um propósito e acabou discutindo a relação por bobagem.

- É! Nem lembro porque começamos tudo isso.

- Por causa das cenouras, lembra?

- Ahhh sim, é mesmo, as cenouras.

- É.

- Pensou no assunto?

- Pensei.

- Então, vai te vestir de cenoura para mim essa noite?

- Pode ser... Mas tem uma condição.

- Qual?

- Tu te veste de rabanete qualquer dia desses?

- Tudo bem.

- Jura?

- Juro. Vamos bsucar a fantasia de cenoura então?

- Vamos! Te amo, Abê!

- Também te amo, Gélica!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Pós Amigo Secreto

- Está tendo um burburinho por aí dizendo que a culpa pelo cancelamento do amigo secreto foi sua...

- Minha?

- É.

- Olha Cleide, eu não fiz nada. Eu sou sempre o culpado de toda e qualquer coisa que...

- Walter, pára de te fazer de vítima, sim?

- Como é?

- Te fazer de vítima, tu sempre te refere a ti mesmo de uma maneira que a pessoa tenha obrigação de sentir pena de ti e...

- Ahhh pára Cleide tu sabe bem que é sempre assim. O Amaral esquece de comprar tonner a culpa é do Walter, a Dona Nadir faz o café ruim, ela deve ter passado nas cue...

- Walter, chega. Eu disse que tem um burburinho, não quer dizer que seja verdade.

- E qual a diferença?

- Qual a diferença de que?

- Entre burburinho e verdade.

- Bruburinho é fofoca, coisa que os outros inventam e...

- Isso eu sei, Cleide, ta insinuando que eu...

- Não estou insinuando nada, Walter, tu é muito cheio dos não-me-toques, não se pode falar nada e tu já acha que o mundo virou as costas pra ti...

- E não é verdade? Tudo que acontece nessa droga de escritório é culpa minha, se começa a chover em São Paulo a...

- Já sei, já sei... a culpa é do Walter. E daí?

- Como e daí, tu não acha que é responsabilidade demais para uma pessoa só?

- Acho que tu ta desvirtuando demais o assunto, te chamei para almoçar comigo para...

- Já sei, para me dizer o quanto sou cagado e que tenho uma vida de...

- Esquece, Walter...

- Não Cleide, agora fala.

- Não, deixa pra lá. Acho que a gente tem é que procurar saber quem é que começou essa história de que...

- Que se foda o amigo secreto, agora eu quero saber o que tu ia dizer.

- Já disse que não era nada...

- Fala logo, caralho.

- Sempre que tu fica nervoso, tu desata a falar bandalheiras é?

- Falar o que?

- Bandalheiras, esse teu palavreado chulo.

- Ah tá. As vezes, depende da situação.

- E que situação é essa?

- Qual delas?

- Como assim qual delas, a que a gente ta conversando desde que sentou aqui para almoçar.

- Ta, mas tem a história do amigo secreto e a do que eu deixei de te dizer.

- Ahhhhnnnn sim... as duas.

- Ah.

- Então... eu quero muito saber o que tu ia me dizer.

- E eu quero muito saber quem foi que começou aquele burburinho no escritório falando de ti.

- Porque? A chacota toda é comigo, não contigo.

- Ah, tu sabe... Fica aquele climão no escritório e daí surgem os apelidos e...

- E?

- E eu acho que não é legal isso. Um apelido de acordo com o nome da pessoa tudo bem, até soa de forma carinhosa, mas inventar algo depreciativo é ser infantil demais.

- Pode me chamar de Wal.

- Como?

- Wal, meu apelido fora do escritório.

- Eu entendi, só não entendi porque eu te chamaria assim, somos apenas colegas e...

- Tu mesma que disse isso Clê, é uma forma mais cari...

- Peralá, que história é essa de Clê?

- É o que eu tentava te dizer antes de tu me interromper, é uma forma mais carinhosa, a gente pode se conhecer fora daquele lugar hostil.

- Melhor não.

- Porque? Tu é casada? Namora? Ta enrolada?

- Não é isso.

- Então...?

- Eu simplesmente não quero.

- Não quer?

- É, não quero. Fazer amizade com pessoal do trabalho é ter um infinito Happy Hour.

- Como assim?

- Os assuntos são sempre os mesmos. Falar mal do chefe, comentar dos estagiários, reclamar do salário, etc.

- Ok... então voltemos a vaca frita.

- Vaca fria.

- Como?

- É vaca fria que se diz... mas prossiga.

- Então... acho que o problema todo de seu por causa dos sanduíches de pernil.

- Os sanduíches?

- Sim, os sanduíches. Lembra da confusão que toda a comunidade judaica do escritório fez quando tu anuncinou que o cardápio seria composto deles?

- Até que faz sentido... Mas eu ainda acho que o problema são com os refrigerantes.

- Os refrigerantes? Mas o mundo todo gosta de Coca Cola...

- Não a Coca Cola, o tal de Guaraná Antuérpia ou o Raudê Cola.

- Bwahahhahaha...

- Não entendi o motivo da garagalhada.

- Só tu mesma Cleide, para acreditar que existissem estes refrigerantes...

- Ainda assim, foi uma brincadeira muito da sem graça. E tu, ainda te fez de bobo quando me deram teu telefone para saber das marcas

- Verdade, foi um pouco cretino da minha parte. Mas eu ainda acho que os sanduíches de pernil foram os semeadores da discórdia.

- Talvez.

- É, talvez.

- Escuta Walter, vamos pedir esse almoço logo? Estou ficando com fome e essa nossa conversa não vai chegar a lugar nenhum.

- Verdade... Deixa que eu chamo o garçom. Mas peraí um pouquinho... O que tu ia me falar antes e não disse?

- Nada, já te disse.

- Nada o caramba... Fala aí, ta só a gente aqui.

- Ta bem, eu falo.

- Então fala.

- Posso acender um cigarro antes?

- Estamos na área de fumantes?

- Sim.

- Então tudo bem.

- É que a diretoria me mandou almoçar contigo para...

- Para o que? Fala logo...

- Calma, homem. Para tentar descobrir se era tu que estava envolvido com aquele desvio de verba.

- Desvio de verba? Que desvio? Que verba? O que me interessa para onde é destinada ou não alguma verba quando está o escritório todo conspirando contra mim? Só porque eu trabalho com a contabilidade e...

- Esquece Walter, eu esqueci que tu era a escória da humanidade, a personificação de tudo que há de mal ou ruim no mundo, por isso eu nem queria falar nada.

- Sei, sei... Mas vamos chamar o garçom?

- Vamos. Aliás, tu chama, eu ainda estou fumando.

- Ok. Hey, garçom, chefia... chega aqui um poquinho...

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Agradecimento especial e dedicação deste texto ao amigo Rob Gordon (até mesmo porque sem ele, este texto nunca teria sido possível), que de tanto ler suas crônicas, sinto como se já fossemos amigos de longos anos. E se você conseguiu chegar até aqui, foi aqui que essa história toda começou.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


"No, I am not going 10,000 miles to help murder kill and burn other people to simply help continue the domination of white slavemasters over dark people the world over. This is the day and age when such evil injustice must come to an end." Muhammad Ali¹

¹Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr., (Louisville, 17 de janeiro de 1942) é para muitos o melhor pugilista de todos os tempos. É mundialmente conhecido não somente pela sua maneira de boxear, mas também pelas suas posições políticas. Ali foi eleito "O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Uma boa cabeça, um bom coração, formam uma formidável combinação."
Nelson Mandela¹



¹Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como ativista e transformador da história africana. 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Qual é o peso do peso na consciência?!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Teje preso,

Cirilo

O ex-policial e ator Marcelo Fabián Rodríguez, que interpretou o personagem Cirilo na novela "Señorita Maestra" (versão argentina de "Carrossel", gravada entre 1983 e 1984), foi condenado por roubo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo site do jornal argentino "Clarín". (...) - Via G1 Pop & Arte

O Cirilo roubando?! Deve ser alguma espécie de remorso por nunca ter tido chance alguma com a Maria Joaquina. Ok, parei.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ko Art Shop

Com quatro lojas em Bangkok, na Tailândia, desenvolveu uma motocicleta feita a partir de materiais reciclados de carros, motos e bicicletas usados. O proprietário, Roongrojna Sangwongprisarn, exporta suas obras para clientes em todo o mundo.(...) (Via Auto Esporte)


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Vida de babaca é mesmo muito atribulada

-ou como escrever um post rápido que talvez não faça sentido algum.-

Saí no último domingo. Fui dar uma volta, ver gente, respirar um ar poluído como o de toda metrópole. E passei na banca de revistas. Dei uma olhada rápida pelas prateleiras na procura de alguma edição de Julho que eu ainda não tivesse comprado, praguejei por algumas edições já estarem em banca e as minhas edições da assinatura não terem chego.

Comprei a Status, achando que estava fazendo grande coisa, levando em conta que era recém o décimo dia do mês. Mas só achei mesmo.

Cheguei em casa, estavam ali em cima da minha mesa do computador, além das duas edições regulares que já sabia da existência. Entre elas, uma Status. Justamente a que eu havia comprado mais cedo. E a assinatura? Eu tinha feito dois meses atrás, no lançamento da revista. E só depois de fazer todo processo via site que fui ver que só estavam vendendo assinaturas para São Paulo, como o valor não havia sido debitado no meu cartão de crédito, pouco dei importância. Mas a revista apareceu. Felizmente, menos uma para comprar no meio/fim do mês.
Por isso que eu digo, que vida de babaca é mesmo muito atribulada.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Os Gonzagas

Que o brasileiro é um povo criativo eu nunca tive dúvidas. Mas depois de assistir a este vídeo pude confirmar ainda mais essa minha teoria. e olha que eu nem gosto de forró.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mimos e agrados para mim mesmo

e para a minha coleção


Foi nessa última sexta-feira, eu descia a avenida principal da cidade rumo ao trabalho, o vento batia no rosto e eu acendia um cigarro. Passei em frente a tradicional banca de revistas e tinha uma prateleirinha ali na frente com uma plaquinha que dizia que qualquer revista ali custava apenas R$2.

Alguns Guias do Brasileirão de uns anos atrás, Tex, Conan eis que meus olhos se fixam num cantinho em especial da prateleira: The Spirit. Sim! uma das grandes obras de Will Eisner ali, diante dos meus olhos. Anos que eu não pegava nada dele para ler, não tinha edição nenhuma na prateleira.

Terminei meu cigarro decidido a levar quantas fossem as edições que ali tivessem. Eram quatro, e ainda arrebanhei um Wolverine e Nick Fury, R$10, "-Um rancho de gibi?!" disse o simpático Seu Antônio, dono da banca, respondi que sim, com um imenso sorriso, comentando com ele da minha felicidade em encontrar tais edições.


[x]As fotos não estão muito boas porque tirei com o celular  e a iluminação do meu quarto é péssima.

domingo, 26 de junho de 2011

Ok, eu sei...

Opinião é como cu, cada um tem o seu. Mas eu acho que tem gente que vai longe demais.

-ou-

"Cintia Disse, mas deveria ter ficado bem quietinha..."

Um dos males desse mundo moderno é a tal síndrome de undergorund, sujeito não quer que ninguém ouça as bandas que ele descobriu sozinho (?) que assista os filmes B que só ele sabia onde baixar (e não aceita o fato de o outro ter os mesmos em VHS) entre tantas outras coisas.

Mas não é sobre filmes ou música que eu tenho pra falar. Não agora.

Esses dias, estava eu perambulando por vídeos no YouTube e me deparei com um vídeo da tal de Cintia Lopez. No tal vídeo ela fala sobre os "vlog atuais" e de uma forma bem sutil ela desce a lenha nessa galerinha "sem talento" como ela mesma diz, que isso cansa, chateia ela, que cada vez assiste mais vlogs de fora do país (então porque ela ainda faz vídeos em PT-BR?) e mais uma porrada de bobagem.

Mas onde está a síndrome de underground nessa história, tio? Eu já ia chegando neste ponto, então: no caso dela, ela parece não querer dividir espaço na internet, no YouTube muito menos com essa galerinha que cismou que pode fazer alguns vídeos e dar upload na própria account. Que coisa séria isso, não? é mesmo um absurdo, o fato de alguém sentir-se incomodado com o fato de outras pessoas terem por diversão aquilo que ela também tem, a tal "vitrine", como ela mesma se refere. O único ponto em que concordo (eu disse único) é aquele em que ela fala que o pessoal entra nessa onda já querendo fazer dinheiro (o mesmo acontece com blog) e esquece do conteúdo, mas acho que é tão direito deles quanto de qualquer outro tentar buscar esse lugarzinho ao sol. Ou a internet e os meios que ela nos dá são tão exclusivos que temos que entregar qualquer conteúdo e vendar os olhos perante aqueles que são os maiorais? Acho que não hein, filha.

E se alguém quer ver o tal vídeo, ta ali embaixo...


sábado, 25 de junho de 2011

Não escrevo resenhas nem reviews

    eu só expresso minha opinião sobre as coisas


Longe do compromisso de escrever para algum Portal, as orelhas de algum livro ou a coluna de uma revista, aqui eu falo o que penso, com as palavras que uso no dia-a-dia e os sentimentos que rondam minha cabeça e meu peito. O tempo todo.

Não entendam como se este blog me bastasse. A realidade é o inverso disto. (Quase) ninguém lê ou vê o que aparece por aqui, a existência dele é quase que nula o que faz com que eu me pergunte várias vezes porque ainda insisto em abrir o Cereal e compartilhar isso com o vazio. A resposta é bastante óbvia: escrever para o Bloco de notas é sem graça, depressivo e sem futuro. Explico.

Imagine o Bloco de notas como aquele caderno atirado no fundo da gaveta, aquele mesmo que te serviu como diário, amigo e confidente para todos os momentos em que chorar cansava, falar sozinho não resolvia e escrever era uma terapia. O Bloco de notas é isso, uma coisa um tanto quanto vazia de procura escassa, que só aos poucos que vamos nos habituando com o valor que ele tem.

Vou assistir o meu Grêmio jogar, alguma banda que eu tanto admiro (que este ano aliás, estou batendo meus próprios recordes de ida em shows), ouvi algum bom disco, um filme (nem sempre) bom e digno de ser falado, eu recorro a minha caixa de cereal hodiurno. Quero aqui exercitar minha paixão pela escrita, falar o que eu penso, o que eu acho ou até mesmo o que eu não deveria. Como bem diz minha irmã, a Internet é um dos poucos lugares em que podemos ser o que nós quisermos. E ela ta certa.

Então, justamente para combater este vazio é que escrevo. E isto me faz incrivelmente bem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

De todos os amores que nunca vivi e dos que nunca viverei

Quem lê o título, pensa que é coisa de poeta (achei o título bacaninha sim...) mas na verdade é só mais uma das minhas tantas divagações matinais. Ao invés de ficar só conversando comigo mesmo como sempre faço, hoje resolvi fazer diferente. Abri o dashboard Bloco de notas e cá estou eu, rascunhando a divagação, depois só dar um Ctrl + C, Ctrl + V no dashboard e olha o texto ali, prontinho para ser publicado!


O jeito como ela mexe no cabelo para fazer um rabo de cavalo, ou quando ela morde o lápis enquanto fala contigo te dando toda atenção do mundo. Quando ela descalça os tornozelos das sapatilhas para aliviar os pés daquele calçado apertado, das vezes em que ela se reclina para juntar alguma coisa. O riso frouxo, gostoso e sincero que ela tem cada vez que tu conta uma das piadas mais bobas do teu repertório e como ela fecha o rosto quando está descontente com alguma coisa ou aquele semblante preocupado quando está inquieta com alguma coisa...

Tu só queria pedir que ela deitasse no teu colo e ficar passando os dedos entre os cabelos dela, enquanto diz que tudo vai passar e que tu está ali, como sempre esteve. Ela daria um sorriso tímido e uma suspirada profunda, abraçando tua cintura, ainda deitada no teu colo. É a melhor sensação do mundo. Ou pelo menos deveria ser.

Tu sempre fez tantos planos para vocês dois, desde passeios pela cidade comendo algodão doce até um banho de chuva inesperado bem na hora que puseram os pés na rua, o abraço dela que te faz voar e o beijo... ahhhh o beijo... como será que é o beijo dela?! Tantas noites insones em que imaginou o dia em que os lábios dela pudessem tocar os teus, se deixar envolver por toda aquela coisa gostosa que um beijo trás pra gente.

Mas este sempre foi um amor que tu nunca viveu e que talvez nunca vá viver. Amou ela em silêncio por meses, quem sabe até anos, mas nunca teve a coragem de assumir ou nunca pensou que fosse o momento certo de assumir afinal de contas, a amizade dela lhe cabia (e lhe cabe) tão bem e o mundo sempre disse que um beijo, uma paixão, pode abalar uma amizade. Tu nunca entendeu isso, por mais que tivesse tentado, um sentimento tão bom poderia terminar com outro de valor tão semelhante? Não. Ao menos não na tua cabeça.

Depois de remoer tudo que podia e o que não podia, assumir a situação e todos riscos pareceu uma opção sensata já que lá no fundo tu sempre alimentou uma esperança, sem saber se ela era falsa ou não. Eis que ia acontecer, ia assumir a ela, abrir o coração e dar a cara a tapa, que fosse o que Deus ou quem quer que quisesse algo, mas derrepente a música parou, as rosas murcharam e tu recuou. Porque? Estava tão perto! É que ela assumiu pra ti que está apaixonada. E não é por ti...


"Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."

Lulu Santos - Certas Coisas

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Enfim... um texto

Jogo do Grêmio, show do Stratovarius, show do Helloween, Grêmio eliminado da Taça Libertadores da América, CDs finalmente organizados, DVDs sem nenhuma nova aquisição significativa, blog parado, projetos na cabeça, anotações perdidas, pessoas que sumiram, vontade de fazer alguma coisa diferente, gastos excessivos, redescobrir o gosto por café, gravar vídeos, desistir de gravar antes mesmo de ligar a câmera, reviver conversas com pessoas importantes, descobrir que tem gente que não é tão importante quanto parecia...


É tanta coisa que eu não sei por onde começar, o que falar.

Mas ninguém lê isso aqui mesmo...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Blood & Bone



O ex-condenado Isaiah Bone (Michael Jai White) é a nova força no cenário das lutas de rua de Los Angeles. Depois de cinco anos na prisão, está pronto para começar uma nova vida. Quando ele derrota o campeão que reinava no underground, o chefe da máfia local tenta introduzir Bone numa série de lutas internacionais de alto risco. Ele recusa e inicia um confronto explosivo entre inimigos poderosos que tem muito a perder neste jogo mortal.



Lutador de Rua (Blood and Bone, 2009) está longe de ser um filme dos meus preferidos. Adoro filmes de artes marcais, não porrada desnecessária e sem sentido como é apresentado no filme, para isso eu jogo Streets of Rage.
Aí vem a pergunta, porque assisti o filme? Bem... sexta feira meu padrasto chegou em casa com este filme e me recomendou assistir. Resolvi dar um crédito a eles, meu padrasto e o filme.
Porrada, sangue e cenas com um problema imenso de continuidade do começo ao fim do filme. O propósito de as coisas seguirem como mostrado foi tarde demais e deixou a história corrida demais. as seqüencias em lutas são cenas bacanas, mas como o filme se resume a isso mesmo a história sendo algo legal,  acaba se perdendo. Com um flinal totalmente previsível para uma história perdida. Se é legal? Para perder algum tempinho assistindo, sim.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Stratovarius - Pepsi on Stage (03/05/2011)

Fui de sangue doce. Nunca tinha ido em show algum do Stratovarius, tal como eles nunca foram uma das minhas bandas de Power Metal preferidas, gosto de uma música ou três. Não tinha nada  perder, eram dois shows pelo preço de um.

Saí do trabalho e fui direto para o local do show. Retirei meu ingresso e um cara de meia idade, meio gordo, já careca (com aqueles típicos tufos de cabelo do lado da cabeça) começou a puxar assunto comigo, por questão de educação respondi e pensei que fosse um alguém que apareceu e não me deixaria deslocado durante o show. Ledo engano. O cara era meio maluco e pior, meio surdo. Sim, um surdo num show de Power Metal mas ok, acendo um cigarro e caminho na direção do final da fila, perdi o cara de vista felizmente. Uns caras aleatórios posicionados atrás de mim faziam piadas velhas enquanto eu matava tempo olhando alguma coisa pelo Twitter pelo iPhone. Vi o tiozinho surdo umas pessoas atrás de mim fila, me fiz de desentendido, não ia ser muito interessante me comunicar com um cara praticamente surdo durante um show. Depois de tanta espera finalmente entrei.

Fui comprar uma cerveja, "-Uma Polar." disse eu ao atendente, o cara me traz uma Skol e antes mesmo que eu pudesse dizer que era a Polar que eu tinha pedido, ele já havia aberto a lata e servia ela no copo plástico. Paciência. E haja paciência, foi também ter o saco de engolir aquela cerveja, cada gole parecia ainda mais pastoso, cogitei o problema ser meu cigarro ou minha gastrite mas em seguida me dei conta que não teria como nem porque estou acostumado a beber cerveja e fumar, então era meu organismo que rejeitava cada gole daquela Skol.

E o show não começava nunca. Acabou a cerveja, fiquei num lugar bacana, mas o raio do show não começava. Algumas adolescentes histéricas ali por perto, uma que praguejava o namorado enquanto o mesmo ameaçava de bater nela por ali mesmo. Pra mim não faria diferença ver aquela criatura em pé ou estendida no chão, eu só queria o show logo. Estava disperso quando começou, mas pela gritaria percebi que Timo Kotipelto tinha subido ao palco, Infernal Maze deu início aos show naquela noite de terça feira.

E o show foi indo... e foi indo... e eu não conseguia me animar, me empolgar muito menos. Eu estava cogitando ir ao banheiro, buscar outra cerveja ou qualquer coisa que fosse diferente de ficar na frente daquele palco assistindo um show que não me conquistou em nada. A presença de palco do Timo Kotipelto (porque chamar só pelo primeiro nome é coisa de quem tem intimidade) não me conquistou, não me deixou com vontade de assistir o show. Não entendi o porque. E quando eu já estava me decidindo pela ida ao banheiro, ouço os primeiros acordes daquela que é minha música preferida  do Stratovarius (sim, eu tenho música preferida, apesar de não gostar muito da banda), sim, era Hunting High and Low, eu tinha suportado nove músicas que não tudo aquilo mas aquela eu tinha que parar para ouvir, para cantar junto. E eu acho que dei sorte, era justamente aquela música em que se pede toda ajuda da platéia. O refrão é repetido várias vezes até ficar de acordo com o gosto do pessoal da banda. E foi bacana.

E quanto aos integrantes da banda?

Timo Kotipelto: tem uma presença de palco triste. Ele não me convence, não me empolga, não me deixa com vontade de assistir ao show, nada é além de um genérico vocalista de uma banda de Power Metal;

Jens Johansson: o cara é bom no que faz, mas o que me deixou impressionado não foram as brincadeiras com a toalha que ele usava para secar o suor, mas sim o cara tocar todo torto e não ter um banco para ficar sentado. Achei isso sensacional;

Jörg Michael: ele é aquilo que todo baterista de Power Metal é, parece um monstro espancando a bateria, não tem muito o que se dizer sobre, a não ser que ele é muito parecido com o finado Rui Biriva;

Lauri Porra: caretas demais para um baixista que não tem nada de especial, sem contar que parece um moleque de 16 anos com a primeira banda, ainda assim, dono de uma boa presença de palco. Já vi baixistas melhores;

Matias Kupiainen: parecia mais uma menina gordinha com cavanhaque, talvez até me lembre Ashley e Mary Kate Olsen, mas até que o carinha é legal em cima do palco.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Hoje é dia de...

Helloween e Stratovarius, no Pespi On Stage, Porto Alegre - RS, 20h
E mais tarde, estarei por lá... Depois eu volto aqui, edito esta postagem e tento fazer um apanhado como foi no show do Ozzy Osbourne. Ou não. Talvez eu faça um texto novo e use esta postagem para falar de coisas relacionadas a música.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mulheres Meninas Que Eu Amo

Letícia Colin









 








Sempre me comprometi demais com meu trabalho: fui namorar com 18 anos e beber quase com 20. Só agora, aos 21, comecei a curtir a vida e resolvi morar sozinha. Estou adorando ficar comigo mesma. Ando apaixonada por mim”, diz Letícia Colin (Revista Alfa, Março 2011)

[x]Atualizado com fotos mais recentes em 14/04/2016

In Bloom

Sell the kids for food
Weather changes moods
Spring is here again
Reproductive glands

Nirvana - In Bloom 


Já faz uns bons anos que, para mim, Nirvana deixou de ser A Banda, para ser simplesmente uma banda como qualquer outra. A gente cresce, tira as tapadeiras e vê que existem tantas outras coisas boas por aí para serem apreciadas.
Mas tem aquelas músicas que moram na tua cabeça. In Bloom é uma delas. Melodia simples, letra sem muito nexo mas que gruda, é gostosa de ouvir. Traz aquele sabor de nostalgia, misturado de uma saudade gostosa, que aperta o peito e traz as mais valiosas recordações.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Grêmio x Junior de Barranquilla

Futebol é uma paixão incondicional que não se explica. A mesma coisa, quanto a escolha do time do coração. Eu não teria nenhuma explicação lógica do porque sou Gremista e o porque desse amor, tal como um dos meus melhores amigos, não saberia explicar o porque ele é Palmeirense.
E torcedor que se preze vibra, xinga, sofre, acompanha, apoia, grita... E foi isso que fui fazer hoje mais cedo. Apoiar o meu Grêmio contra o Junior de Barranquilla na disputa pela vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores da América.
Minha epopéia começou logo depois do meu expediente, pegar o trensurb até o centro de Porto Alegre e de lá, um ônibus até o Olímpico Monumental. Torcedor que se preze já começa a festa dentro do ônibus, todos devidamente preparados para o jogo logo em seguida. Depois de um triste congestionamento -que deixava a ansiedade ainda maior- finalmente chego ao Estádio. Correria para ir pegar meu cartão de associado, ir para a fila, errar a fila e finalmente entrar. Felizmente, bem posicionado. A tensão era grande durante o jogo, eu me desesperando ou berrando a cada lance, que somente no intervalo para o segundo tempo fui beber alguma coisa. Um café. E pelo começo do segundo tempo, um refrigerante.
Felizmente, o jogo me trouxe bons resultados, saí do Estádio de alma lavada. O ruim foi o programa de índio que fiz pra voltar pra casa. Mas isso, é outra história...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ozzy Osbourne - Scream Tour 2011

Na última quarta-feira, 30.03, saí uma hora mais cedo do trabalho, rumo ao estádio do time rival ao meu, mas com um propósito: 21h, show de Ozzy Osbourne, era praticamente o sonho de uma criança que cresceu ao som de Black Sabbath.
Uma pequena fila para retirar o ingresso, logo após, uma Heineken gelada e um cigarro para esquecer o cansaço e o dia abafado. Depois, encontrar o final da fila, depois de muito caminhar, encontrei o final e fiz as características amizades de fila.
Cada passo mais próximo de entrar dentro do ginásio e a empolgação em saber que eu estava distante de Ozzy apenas alguns minutos. Não que eu tivesse credenciais que me levariam ao camarim e me permitiriam ver Ozzy devorar e saborear um morcego como uma pessoa normal, mas sim a empolgação de ver um ídolo ao vivo, de perto.

Depois de tanta espera e conversa, finalmente, entramos no ginásio. Como já era de se esperar, banda de apresentação (em que o vocalista mais parecia um Billy Corgan em escala menor de qualidade), não que a música ou o instrumental dos caras fossem ruins, mas o pessoal estava ali aquela noite por causa de Ozzy Osbourne, não uma banda aleatória,  que teve o privilégio de ser a banda de apresentação. Com uma pontualidade britância, Ozzy sobre ao palco e abre o show com Bark at the Moon, trazendo a galera toda abaixo. Logo no começo da apresentação, uma bandeira do Grêmio é arremessada na direção do palco e Ozzy pega e coloca sobre os ombros, deixando a torcida colorada (dentro da própria casa) desnorteada. Tak feio causou furor pelo país todo. O que ninguém parou para pensar é que, Ozzy Osbourne certamente, sequer sabia em que lugar do mundo estava, o cara é inglês, de futebol ele  deve conhecer o Manchester United e o Liverpool, talvez, mas nada além disso. O show segue com Let Me Hear You Scream, única música realmente boa do último disco, o que me deixa um pouco decepcionado,  não é preciso ser nenhum crítico de música para notar a diferença em Blizzard of Ozz (1980) e Scream (2010). O show todo teve pouco mais de 1h30 de duração, tempo o suficiente para que eu pudesse me sentir em extase por ver Ozzy de perto e ver o show ser encerrado em grande estilo: tocando Paranoid.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Todo mundo só fala em...

Rebecca Black

Minha opinião sobre é bastante direta: Ruim ou não (eu ainda não consegui formar uma opinião definitiva sobre), Rebecca Black tem todo o direito ao estrelato quanto Justin Bieber, sem ironias. Ambos são jovens e tem mais é que correr atrás daquilo que acham certo, seja um sonho ou qualquer outra coisa. E mais, ainda que a maioria diga que Rebecca Black seja ruim, ela conseguiu chegar onde muitos ainda hoje tentam e não chegaram nem perto.

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu e as séries

um breve apanhado de como eu me entreguei a este mundo
Nem sempre eu fui um cara que gostou de séries como eu gosto hoje. Lembro bem da época em que meninas se escabelavam assistindo The O.C., os meninos queriam saber o que tinha por vir em Smallville sem contar as tantas outras séries que foram febre por muito tempo, eu sempre fui na contramão disso tudo. Não baixava, não tinha TV a cabo para assistir então eu deixava por isso mesmo. 
Mas ao que me lembro bem, um episódio aleatório de Friends conquistou o coraçãozinho deste ser que até então, nunca tinha tido o saco suficiente para acompanhar uma série.
Toda essa papagaiada para chegar numa conclusão: tentarei me dar ao trabalho de falar de cada episódio de Friends, aproveitando que me dei o box com as dez temporadas de presente de Natal e, ver se consigo uma doutrina legal para falar de algo legal por aqui.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Os Aspones

A madrugada de hoje promete. Assisto os quatro episódios que faltam e em seguida começo a assistir outra série.

quinta-feira, 24 de março de 2011

As idéias estão surgindo...


GIFSoup

É aguardar e ver até onde elas vão me levar...

E por mais que tenha um Rickrolld ilustrando o post, não estou ironizando.

quarta-feira, 23 de março de 2011


GIFSoup

Acho que nunca estive tão decidido como estou atualmente. E isso é bom.
Sempre tive mil e uma coisas em mente e nunca me mexi o suficiente para realizar nenhuma delas. Hoje, coloquei em mente que algumas coisas na minha vida tem de ser mudadas. E não há quem o o que mude isso.

terça-feira, 22 de março de 2011

Comunidade AD

A Assembleia de Deus – Ministério do Belém lançou sua própria versão de rede social, na intenção de promover "maior alcance na busca de pessoas ainda não convertidas" e unir os fiéis em uma plataforma exclusiva. O site foi batizado de Comunidade AD e a única maneira de ser usado em sua plena forma é mediante pagamento mensal.

Para se cadastrar, o usuário precisa explicar qual seu vínculo com a congregação. São sete opções entre pastor, membro, visitante, obreiro, presbítero, jovem/adolescente ou missionário. Além disso, é necessário informar a qual setor pertence e qual igreja da rede frequenta.

No próximo passo, o interessado escolhe entre um dos dois planos de assinatura: ‘Ouro’ ou ‘Básico’. O primeiro oferece três tipos de pagamento: semestral, ao custo de R$ 9,95 por mês ou 59,70 à vista; trimestral, que sai por R$ 13,95 ao mês ou R$ 41,85 à vista; e mensal, por R$ 14,95. Há opções para pagamento em boleto ou por meio de um cartão promocional pré-pago.
(...) Via AdNews

Por mais incrível que pareça, isso é sério. E mais triste ainda é pensar que vai ter quem pague para usar isso.

domingo, 20 de março de 2011

1979

We don't even care, as restless as we are
We feel the pull in the land of a thousand guilts
And poured cement, lamented and assured
To the lights and towns below
Faster than the speed of sound
Faster than we thought we'd go, beneath the sound of hope
(...)
The Smashing Pumpkins - 1979



Incrível como uma música pode te dizer tanto. No meu caso, entre tantas músicas no meu vasto gosto musical, 1979 é uma que tem este poder. 
Digamos que lembrei que ela existia, assim que comecei a jogar GTA IV, corri pra baixar o CD (Mellon Collie and the Infinite Sadness, 1995) e enquanto ouvia, abri o eBay e comprei o álbum, era mais um disco que entrava na coleção. O que me deixou mais besta comigo mesmo não foi só a música em si, mas comecei a ouvir ela seguidamente. Sabe aquela coisa de deixar a música tocando num looping (quase) infinito? Pois é... 
Curioso eu não lembrar o significado de The Smashing Pumpkins para minha vida musical e o fato de ouvir uma música tornar tudo extreamente diferente.

A Maginalização das (Nossas) Escolhas

De acordo com a Wikipedia, marginalização é:
(...)marginalização é o processo social de se tornar ou ser tornado marginal (relegar ou confinar a uma condição social inferior, à beira ou à margem da sociedade). Ser marginalizado significa estar separado do resto da sociedade, forçado a ocupar as beiras ou as margens e a não estar no centro das coisas. Pessoas marginalizadas não são consideradas parte da sociedade.


Juro que eu queria entender o porque dessas coisas. De coração. Chego a pensar que perdemos o direito de sermos nós mesmos, existe todo um medo, um receio de expressar o que gosta e o que se quer, por conta do que os outros vão pensar.
A merda se dá, de vez em sempre. Tu resolve mostrar que tu gosta de alguma coisa, que tu te sente feliz com algo e vem aquele filha da puta patrolar o que tu sente.
Eu me pergunto o porque disso tudo. Onde ficou o direito individual de cada um ser feliz como bem entende...


sábado, 19 de março de 2011

Os Aspones

Confesso que não assisti ao seriado na época de exibição (isso por idos de 2004), nunca fui de confiar muito em séries Globais. Mas por ter um carinho imenso por O Sistema, que assim como Os Aspones, tem o roteiro da cheirosa, fofinha, magnânima, salve salve, Fernanda Young e o voto de confiança que dei as séries mais recentes, me fez conferir do que se tratava Os Aspones. Começo essa sexta, depois, eu conto pra você(s) todas minhas impressões sobre o seriado.

quinta-feira, 17 de março de 2011

St. Patrick's Day



Abram a cerveja onde quer que estejam e comemorem!

Dois dias sem trabalhar

e não foi bem porque eu quis, garganta fechada e nariz congestionado me jogaram na cama. Ontem e hoje.
Esses dois dias na cama, ouvindo a família, tentando ser útil em alguma coisa dentro de casa (mesmo tu estando doente, pode vir aquele comentário dizendo que tu te fazendo de coitado ou qualquer coisa semelhante...) me fizeram pensar.
Pensei como há tempos não pensava, coloquei tudo na mesa para mim mesmo. Pai, mãe, irmã, irmão, padrasto, emprego, amigos, namorada, preferências... me senti um idiota... eu tomo as dores por aqueles que eu amo, me dá uma agonia profunda não poder ajudar, as coisas fugirem do meu alcance, preciso falar que me frustro? Acho que não.
Vem aquela vontade gritar, de levar o mundo nas costas e dizer que tu vai conseguir fazer com que as coisas se ajeitem. É, seria fácil se fosse assim ou se fosse só isso. Não desisti ainda. Só estou procurando um meio, um jeito de fazer com que as coisas se acertem. 
Mas como diria minha saudosa avó, vamos rir que a morte é certa...
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Duetos que me deixam sem palavras #1

Acho que mesmo sem saber quem é Neil Sedaka (eu mesmo não sabia quem era), em algum momento, já deve ter ouvido Oh! Carol. Não? Tem certeza. Bem, é esta aqui:


Agora, quando se juntam dois monstros como Chuck Berry e Keith Richards para fazer tal cover, o resultado é simplesmente fascinante:



domingo, 13 de março de 2011

Eu sou um idiota

(o bom é que eu tenho plena consciência disto)
Hoje eu estava pensando em fazer (outro) blog. O que me salvou de fazer tal bobagem foi o fato de que o nome que eu tinha em mente, já estava sendo utilizado. Aí pensei porque não colocar o que eu queria colocar num lugar novo por aqui? Se eu quero mesmo que isso aqui se torne um espaço dinâmico, é isso que eu tenho que fazer. Ficar falando sempre em filme não dá (por mais que eu os assista de vez em sempre), eu não consigo o dinamismo que eu queria e nem sempre eu lembro de tudo que assisti.
E enquanto eu escrevo, algumas pequenas idéias circulam pela minha cabeça. Livros, jogos, HQs e muito mais... Porque não? Eu posso conseguir meu dinamismo, não ficar tão limitado a uma coisa só, abrir cereais de outros sabores, se é que da para entender alguma coisa com isso. 
Outra coisa que fa muito parte de mim e eu nunca falo aqui: música. Sempre com um CD "novo" no iPod, um download em execução e eu guardo para mim o que eu poderia estar falando aqui. Porque? Nem eu sei, só sei que quero e vou mudar as coisas. O quanto antes.

PS3 fail

Encontrei esse banner, lendo umas matérias pelos sites da Globo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tropa de Elite 2

Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho Rafael (Pedro Van Held) tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui inimigo Fraga (Irandhir Santos) ocupa posição de destaque no seio de sua família.
 Tropa de Elite 2 (Tropa de Elite 2, 2010) me deu um tapa (e bem dado) na cara. Me senti um idiota vendo o filme. Saber que tudo aquilo que ele retrata realmente acontece. José Padilha conseguiu mais uma vez prender minha atenção de uma forma que poucos filmes da categoria até hoje conseguiram. Minha anseidade pela sequencia de cenas, a revolta, a esperança... todo conjunto de elementos que faz com que o filme seja indescritível.