segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cinderela Baiana

Porque a Bahia também tem sua Cinderela
Cinderela Baiana (Cinderela Baiana, 1998) é um desastre do cinema (?) nacional que muita gente já ouviu falar, mas poucos tiveram coragem de assistir. Eu fui um dos que juntou coragem e assistiu. 
Dirigido por Conrado Sanchez, diretor de inúmeros títulos de pornochanchada na década de oitenta, o filme não tem muito propósito e recheado de erros de continuidade. Os dez minutos iniciais lembrem um melodrama (a criança de pé no chão, pedinte na beira da estrada), o que vem a seguir quase mata do coração: depois que sua mãe morre, Carlinha (Carla Perez) sofre um amadurecimento relâmpago, e, a atriz-menina de nove anos desaparece para dar lugar à própria, uma mocetona de vinte e dois, enquanto sabemos que apenas "três anos se passaram...", logo Carla ganha dois amigos, um deles, Chico (Lázaro Ramos), que provavelmente hoje em dia, deve esconder tamanha mancha no currículo e com eles começam as "aventuras" por Salvador. É de rir pra não chorar. De raiva.
Destaque também Perry Salles (que não sei como não morreu de desgosto depois de tal filme), terrível no papel de Pierre, um empresário italiano cafajeste de sotaques inglês e italiano macarrônicos que consegue para Carla as primeiras chances na carreira. Sim, as coisas conseguem ficar piores quando surge um partner romântico, o cantor Alexandre Pires.
Alexandre humilha os capangas de Pierre, em coreografia revivida de finados telecatches. No final apoteótico, Carla volta de carro importado ao local onde antes pedia esmolas e discursa emocionada contra "campanhas demagógicas", para em seguida libertar passarinhos da gaiola e improvisar um número de dança.
Assistam, se tiverem um tempo ocioso para tal se não, prefiram qualquer outra coisa, há tanto filme por aí que merece ser assistido.

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