quarta-feira, 30 de junho de 2010

The Fantastic Four

Quando filmes baseados em HQs ainda eram coisa para crianças
Pra ser sincero, eu sequer sabia da existência de tal filme, não lembro se chegou a ser exibido no Brasil, mas numa passada pelo Papaia Celestial me apresentou ao mesmo. Meu pensamento na hora foi assistir para poder resenhar ele depois.
The Fantastic Four (The Fantastic Four, 1994) é exatamente como um filme baseado em quadrinhos da decada de noventa: segue uma narrativa lúdica com personagens carismáticos. Os efeitos especiais são um espetáculo a parte, totalmente de acordo com a época, O Coisa (Michael Bailey Smith) tem moviementos (princiopalmente os bucais) semelhantes aos dos Tartarugas Ninja.
Quando uma viagem espacial experimental sai errado, quatro pessoas são mudadas para sempre por raios cósmicos: Reed Richards (Alex Hyde-White), inventor e líder do grupo ganha a capacidade de esticar seu corpo e toma o nome de Sr. Fantástico. Sua namorada, Sue Storm (Rebecca Staab), ganha a habilidade de ficar invisível e criar campos de força se tornando a menina invisível. Seu irmão mais novo, Johnny Storm (Jay Underwood), o Tocha Humana se com a capacidade de controle de fogo, inclusive cobrindo seu corpo com chamas. O piloto Ben Grimm (Micahel Bailey Smith) é transformado em super-forte Coisa, super-resistente. Juntos, eles se tornam uma equipe de super-heróis e usar seus poderes especiais para frustrar os planos dos vilões do mal.

Se tu gosta de Super Heróis e de podreiras cinematográficas da década passada, assista, caso contrário, passe longe. 

Lesbian Vampire Killers

Não basta serem lésbicas. Tem que ser vampiras!
Lesbian Vampire Killers (Lesbian Vampire Killers, 2009) Quando vi o cartaz de divulgação deste filme pensei se tratar de mais um filme do tipo do Zombie Strippers!, mas me enganei totalmente. Lesbian Vampire Killers consegue ser ruim ao mesmo passo em que os atores parece não se esforçarem muito para convencer do papel que estão desempenhando.
Dois inúteis desgraçados, Jimmy (Mathew Horne) de coração despedaçado pela traição e abandono da namorada, o outro, Fletch (James Corden) recentemente despedido, decidem ir passar um fim de semana ao campo. Por mero acaso ou azar vão para a uma aldeia no interior da Inglaterra que vive há séculos uma terrível maldição em que todas as mulheres no dia do seu 18º aniversário se tornam vampiras e lésbicas. Cabe agora a Jimmy e Fletch acabar com a maldição e caçar um grupo de, no mínimo atraentes, Vampiras Lésbicas liderado por Carmilla (Silvia Colloca), predadora de jovens indefesas, com a ajuda do louco vigário local e do seu arsenal de armas, no mínimo bizarro, em suma, como um bom filme inglês, o filme não é lá dos melhores. 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Zombie Strippers!

O que zumbis e strippers tem em comum?
Se por ventura, em algum sábado tedioso que tu acabou por ficar em casa e o filme do Supercine não for bom o suficiente, não tenha dúvidas, assista Zombie Strippers!
Zombie Strippers! (Zombie Strippers!, 2008) é mais um filme trash, mas surpreende e se supera como poucos, Jenna Jemeson (Kat) mostra que também sabe interpretar, que não é apenas um corpo capaz de gemidos mais ardentes em filmes mais picantes e Robert Englund (o eterno Freddy Krueger) no papel do cafetão que parece ter alergia a mulheres, Ian está impagável, mostrando que ele não só sabe meter medo, como sentir medo também. 
Num futuro não muito longínquo, um vírus secreto do governo para reanimação de corpos, acaba solto na conservadora cidade de Sartre, no Estado de Nebraska, EUA. O vírus vai parar em um clube de striptease dos subúrbios. À medida que o vírus se vai espalhando, transformando as strippers em “Super Zombie Strippers”, as meninas deparam-se com o fato de deverem conformar-se ou não com esta nova moda mesmo sabendo que é um ponto sem retorno.
Vale a pena ser assistido pelo cunho trash do filme em si, que rouba muito mais a cena do que o rostinho bonito da Jenna Jemeson ou o corpo nu de qualquer uma das outras atrizes.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cinderela Baiana

Porque a Bahia também tem sua Cinderela
Cinderela Baiana (Cinderela Baiana, 1998) é um desastre do cinema (?) nacional que muita gente já ouviu falar, mas poucos tiveram coragem de assistir. Eu fui um dos que juntou coragem e assistiu. 
Dirigido por Conrado Sanchez, diretor de inúmeros títulos de pornochanchada na década de oitenta, o filme não tem muito propósito e recheado de erros de continuidade. Os dez minutos iniciais lembrem um melodrama (a criança de pé no chão, pedinte na beira da estrada), o que vem a seguir quase mata do coração: depois que sua mãe morre, Carlinha (Carla Perez) sofre um amadurecimento relâmpago, e, a atriz-menina de nove anos desaparece para dar lugar à própria, uma mocetona de vinte e dois, enquanto sabemos que apenas "três anos se passaram...", logo Carla ganha dois amigos, um deles, Chico (Lázaro Ramos), que provavelmente hoje em dia, deve esconder tamanha mancha no currículo e com eles começam as "aventuras" por Salvador. É de rir pra não chorar. De raiva.
Destaque também Perry Salles (que não sei como não morreu de desgosto depois de tal filme), terrível no papel de Pierre, um empresário italiano cafajeste de sotaques inglês e italiano macarrônicos que consegue para Carla as primeiras chances na carreira. Sim, as coisas conseguem ficar piores quando surge um partner romântico, o cantor Alexandre Pires.
Alexandre humilha os capangas de Pierre, em coreografia revivida de finados telecatches. No final apoteótico, Carla volta de carro importado ao local onde antes pedia esmolas e discursa emocionada contra "campanhas demagógicas", para em seguida libertar passarinhos da gaiola e improvisar um número de dança.
Assistam, se tiverem um tempo ocioso para tal se não, prefiram qualquer outra coisa, há tanto filme por aí que merece ser assistido.

sábado, 26 de junho de 2010

Polaroids Privativas

Josy queria apimentar a relação. Tinham optado desde o princípio em não ter filhos, queriam viver as aventuras e alegrias de uma vida a dois, mas o casamento de quinze anos com Gerson não era mais o mesmo, a vida conjugal seguia uma rotina, Gerson saía pra trabalhar às 7:45, deixando Josy em seu trabalho e ele, seguia para o seu. Ela voltava de ônibus, chegava em casa, ia preparar o jantar, ele chegava uma hora e meia depois, tomava um banho e sentava em frente a televisão, as vezes, com sorte, Josy recebia um boa noite seco do marido, acompanhado de um beijo, que parecia vindo da boca de uma criança para a mão de um padre.
Eles haviam perdido o interesse um no outro, ou ao menos parecia. Sexo era algo que mais parecia marcado com antecedência e com tempo certo de duração, aos sábados, depois do Zorra Total, até metade do Supercine, essa rotina aborrecia Josy, que sentia saudade de sentir-se uma mulher desejada, ser possuída pelo marido e eles terem uma noite frenética de sexo, como era nos primeiros sete anos do casamento.
Na segunda feira, de volta àquela rotina, Josy falando com Sílvia, pede conselhos do que fazer para que a relação dê uma levantada, que as coisas fiquem um pouco melhores ou quem sabe até, ser o que foram um dia. Sílvia foi enfática, disse que Josy deveria tirar umas fotos provocantes para o marido, deixar elas em algum lugar especifico e aguardar a surpresa dele. A idéia pareceu interessante, Sílvia faria algumas polaroids de Josy, explorando a sensualidade da amiga, enquanto com isso, ela esperava salvar o casamento. Cinco fotos no total, Josy usou de lingeries a roupas mais ousadas, ela tinha as armas na mão para entusiasmar Gerson.
Chegou em casa e logo foi espalhando as fotos, colocando-as em locais estratégicos para que Gerson as visse logo de cara. Ele chegou, foi direto para o banho, como sempre, assim que olhou para o espelho do banheiro, viu uma das fotos de Josy colada no espelho, alto ele berrou:
- Mas que merda é essa no espelho do meu banheiro, mulher?!
Josy arrasada saiu rápido a recolher as outras fotos espalhadas pela casa, queimou todos dentro de uma vasilha qualquer e percebeu que o problema de seu casamento não era com ela, mas sim, com ele.