sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As cenários que ainda não fotografei e os textos que deixei de escrever

Eu sempre disse a mim mesmo que eu deveria fotografar mais, escrever mais e divulgar melhor a mim mesmo minhas idéias. Nunca deu muito certo.


Precisaria eu, ser menos preguiçoso para levar a câmera comigo para onde quer que eu vá, podendo fotografar o que me desse vontade, situações em que me encontrei e que teriam rendido boas fotos seguidas de um texto interessante, com o perdão de toda pretensão que isso possa ter. Automaticamente, isso me remete a minha época de adolescente, lá pelos 17 anos, em que era obrigatório sair de sexta a domingo e sempre levar a câmera comigo e fotografar qualquer coisa e qualquer um. Aquela surrada EasyShare que tanto me trouxe empolgação, desde que retirei ela na loja, uma semana depois de comprada, não que necessariamente fossem fotos criativas ou boas, mas eram fotos. Acho que poderia dizer que eu tirava leite de pedra, com aquela câmera, com seus incríveis 2.0MP e absurdos 8Mb de espaço interno (que embora eu sentisse vontade, nunca tive um cartão SD para usar nela). Nesta mesma época, (ou um pouco depois, não lembro direito) eu também escrevia bastante, um, três textos num mesmo dia, em que eu via que eu gostava do que eu fazia e tinha quem gostasse também, o que considero o principal (se não o maior) estímulo para continuar escrevendo. Mas depois de um tempo eu pulei pra fora do barco, ou melhor, do blog, até hoje tento entender o porque de eu ter feito isso. Infelizmente, nunca mais consegui manter o mesmo pique nem ter a mesma inspiração e por tabela, perdi o essencial: o fio da meada. Como um gato, fui desenrolando o novelo, tudo no começo parecendo uma enorme brincadeira, até que chegou o momento de juntar a lã e voltar a tecer aquele longo suéter, eu não achava mais as pontas, tudo virou um emaranhado que eu só conseguia ter uma visão superficial da coisa, dando apanhadas pequenas de algumas coisas antigas e conseguindo tecer bem idéias novas. Essas novas, nunca boas o bastante. Quer dizer, às vezes, eram boas o bastante, mas talvez eu nunca tenha assumido isso a mim mesmo.

E dois dias atrás, quando pareciam ter aflorado as boas idéias, ter pensado objetivamente como colocar algumas novas idéias em prática, fazer boa parte das idéias virarem postagens, a Webhost simplesmente resolveu me sacanear e tirar meu blog principal do ar, alegando falta de pagamento. Achei estranho tudo isso justamente pelo fato de eu efetuar o pagamento por meio de cartão de crédito, o que é algo mais prático e por tabela, automático. Mas depois de um ano e pouco, eles finalmente deram sinais de encheção de saco, dor de cabeça (de minha parte, logico) desnecessária e ter que deixar as idéias na gaveta mais um tempo ainda, mas amanhã acho que mando um e-mail enchendo o saco deles um pouco para que ao menos me apontem uma solução para o problema. Mesmo isso não sendo um caso de vida ou morte. Eu simplesmente quero meu blog no ar. Só isso.

Agora, pedindo licença a mim mesmo, vou lá fora fumar um cigarro e aliviar a cabeça dessa pilha de sentimento de culpa que não tem sentido algum.

Um comentário:

  1. DreamHost is ultimately the best hosting provider for any hosting services you might require.

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